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Quotidianos

O CAFÉ DA PRAÇAPor José Bastos
Montijo

Se não existisse o Café da Praça, no Verão, a Praça da República, não tinha condições para receber muitas dezenas de pessoas que ali se deslocam à noite em passeio.

Nestes dias quentes de Verão a enorme e moderna esplanada do café tem estado sempre cheia.

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O CAFÉ DA PRAÇA Por José Bastos Montijo

Por Jornal Rostos

Sempre que a Câmara decide alterar seja o que for na Praça da República há sempre uma grande polémica. Foi assim em 1944/ 1945 e em 2001/2002.

Nada disto me admira, porque a Praça da República é um local mítico para os Montijenses, desde que ali foi construída a igreja matriz, no século XV.

Os grandes acontecimentos são sempre festejados pela nossa comunidade na Praça da República. As revoluções como a da República e o 25 de Abril trouxeram quase todos os Montijenses à Praça.

As festas da Terra há séculos que se realizam na Praça da República.

Era na Praça que tocavam e tocam as bandas de música e onde residiam os munícipes com maiores recursos. Foi na Praça que se instalaram na primeira metade do século XX, seis grandes cafés com boas esplanadas

Hoje, predominam os bancos e lojas de chineses e só residem dois ou três idosos na Praça..

Agora até os adeptos do Benfica e do Sporting ocorrem à Praça da República quando os seus clubes ganham o campeonato.

Nos anos de 2001, 2002, a Câmara decidiu modernizar a Praça: aumentou a área pedonal, colocou candeeiros modernos, substituiu as árvores, instalou novos candeeiros e colocou iluminação a partir do chão no coreto e na igreja, construiu um moderno edifício em ferro e vidro com uma grande esplanada em pedra mármore para café e colocou a Sul do café um monumento de homenagem ao Tejo da autoria do Mestre Lagoa Henriques.

Estas alterações causaram enorme polémica com a oposição partidária e a não partidária que à época estava instalada no Jornal Nova Gazeta. Esta polémica que aconteceu em 2001, só foi superada pela transferência do cais dos vapores para o Seixalinho.

Uns diziam que o edifício devia ser redondo, outros não concordavam com nenhuma alteração e outros ainda que preferiam que naquele local continuasse o posto da polícia de viação e trânsito que não tinha qualquer utilidade a não ser a venda de bilhetes para as 3 ou 4 corridas de toiros que se realizam anualmente no Montijo.

O poder tem sempre que ouvir a opinião das pessoas, mas a Câmara quando avançou para esta obra já tinha ouvido a opinião de muitos munícipes Montijenses. Aliás uma Câmara só tem êxito se souber ouvir os munícipes antes de decidir sobre os projectos.

Passados 10 anos, todos reconhecem a modernidade e a utilidade do Café da Praça, que está aberto 365 dias por ano das 8 horas à uma da manhã.

Se não existisse o Café da Praça, no Verão, a Praça da República, não tinha condições para receber muitas dezenas de pessoas que ali se deslocam à noite em passeio.

Nestes dias quentes de Verão a enorme e moderna esplanada do café tem estado sempre cheia.

Cumprimentos,

José Bastos

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