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Quotidianos

O QUE É PRECISO PARA O MAL TRIUNFAR,É QUE OS HOMENS BONS NÃO FAÇAM NADAPor Jose Manuel de Oliveira Soares
Barreiro

Alertei o Sr. Primeiro Ministro por diversas vezes ao longo dos últimos 15 meses.
Alertei-o de que não queremos nenhum rei mago, este ou qualquer outro.Tanto quanto sei, O Sr. PM não foi convidado para o Bilderberg. Cuide-se. Não se queira armar noutro Soares, que, segundo dizem, não lia os dossiers. Leia-os bem para saber o que nos vem dizer e como faze-lo. Se não o fizer, será triturado pela população acicatada pelos “banksters”.

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O QUE É PRECISO PARA O MAL TRIUNFAR,É QUE OS HOMENS BONS NÃO FAÇAM NADA Por Jose Manuel de Oliveira Soares Barreiro

Por Jornal Rostos

Independentemente do conteúdo do texto principal, há uma coisa que não devemos nem podemos esquecer:
Foram os dois “governos” do Sr. José Socrates ( a acreditar na comunicação social ) que duplicaram a despesa do Estado e multiplicaram por 10 a dívida pública.
Deixei de acreditar no discurso deste Governo. Aquilo que não é dito parece ser a verdadeira agenda.
Pronto! Também já estou indignado!
Não apoei o actual PM nas duas vezes que concorreu a presidente do PSD e depois nas legislativas para condenar os meus concidadãos à miséria muito menos para os matar à fome!

Os cortes que a austeridade impõem têm, obrigatóriamente, de passar para o lado das despesas. Por pensar assim, vou voltar a escrever sobre as já célebres PPP. Já o fiz anteriormente. As minhas leituras e pesquisas deram-me dois novos motivos para o fazer, para além das já estafadas rendas abusivas sobre os contribuintes. As conclusões que tirei dessas leituras, eu que não percebo nada de leis, é que os contratos são nulos e os seus subscritores passíveis de demanda criminal. Senão vejamos:
1º- Para além de já ter sido assumido – a acreditar nos meios de comunicação social - por vários personagens da nossa vida política que existem várias cláusulas secretas (!!?) – que só por si bastava para anular – se não na totalidade, pelo menos parcialmente – os contratos, veio o Sr. Secretário de Estado dos Transportes – jornal Expresso pg. 44 de 15/09/12 – afirmar que o anterior Governo blindou os contratos das PPP “protegendo-os da quaisquer variações fiscais durante toda a sua vida (!!?). E avisa que “a história prova que os concessionários das PPP não hesitam em litigar contra o Estado”. Mais, sendo 80% das PPP financiadas pela banca internacional, incluindo o BEI, avisa:”não convém sermos esquizofrénicos nas relações internacionais”(?).

Quanto aos dois avisos, parece-me um sinal de covardia do Governo em defender os seus cidadãos de roubos e afrontas externas por parte da finança (leia-se bancos dos países ricos da UE e alguns nossos, os mesmos de sempre). É mais fácil espoliar os cidadãos da sua dignidade, estes não podem blindar os seus rendimentos do esbulho actual e futuro. Mas o Sr. SET, deverá lembrar-se de um ditado:”enquanto o pau vem e vai folgam as costas”. Eles que litiguem, irão passar muitos anos que os levarão e negociar. Há outro ditado: “mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”. Como dizia o outro, “assumam-se carago!”.
No que respeita à primeira parte do argumento (blindagem quanto a mexidas nos impostos) do Sr. SET, fico pasmado por ter sido afirmado por um governante.Não conhece a Constituição? Não sabe que as leis são gerais? Desconhece que um dos argumentos do Ministério Público – no chamado caso “Face Oculta – para constituir arguidos vários cidadãos, é de que as acções dos mesmos ou de alguns deles “punham em causa o Estado de Direito”, violando grosseiramente a Constituição e por isso passíveis de acção judiciária. Será possível que aqueles que negociaram e subscreveram, por parte do Estado, estes contratos, continuem impunes enquanto os cidadãos são sacrificados(!?)
2º- Em 2001, a Comissão Europeia adoptou o “Livro Branco dos Transportes da União Europeia”.Sem me estender muito direi: “As políticas adoptadas irão apertar o cerco ao transporte rodoviário”, por várias razões a saber: por questões ambientais, para reduzir as emissões poluentes e de gases com efeito de estufa e por ser insustentável o crescimento do referido transporte nas estradas europeias. Com este objectivo, visam transferir os custos externos resultantes da poluição dos operadores (princípio do poluidor-pagador) – veja-se as alterações de trânsito em Lisboa – e a imposição de eurovinhetas ao tráfego rodoviário de mercadorias. Isto deveria ter servido para que Portugal, com uma indústria de transporte rodoviário enorme (as gasolineiras têm agradecido) tirar as devidas conclusões. Num futuro mais próximo que longo iremos pagar um custo acrescido pelo transporte rodoviário. Este irá diminuir, as auto-estradas e as estradas irão, ainda, mais vazias. Os concessionários irão pedir que o Governo nacionalize as estradas, em particular as SCTUS. Então os Governos anteriores desconheciam esta política europeia, de tal forma que apostaram na construção de Km e Km de auto-estradas? Ou foi incompetência, ou má fé dos governantes!

Conclusão: Há que denunciar estes contratos e já!
Outro assunto que vou abordar de seguida, é a possível explicação da tal agenda secreta.
A chamada globalização tem séculos. Começou, em boa verdade, com os descobrimentos portugueses no Séc. XIV. Fomos nós que, com isso, permitimos confirmar a forma de globo da Terra. Daí a palavra globalização. Mas na forma como a entendemos actualmente, pelo menos no que à economia se refere, teve o seu grande desenvolvimento a partir da queda do”muro de Berlim” e consequente ruir da ex-URSS. Estes dois acontecimentos foram, posteriormente, potenciados pela adesão da China à Organização Mundial de Comércio. Foi nessa época que se começaram a ver as deslocalizações de grandes empresas europeias para Oriente e o “outsourcing” de muitas sub actividades – espalhadas por diferentes países, impedindo, assim, o controlo total do processo produtivo - de outras empresas. China, Vietnam, India etc. Foram os receptores. Havia que aproveitar os baixos custos aí existentes. Salários, telecomunicações, energia, etc. Não esquecendo o “dumping” social, ou seja e inexistência de direitos laborais e sociais – como nós os entendemos. Mas essas empresas, e os governos da Europa e não só, também sabiam que essas condições não seriam eternas. Estima-se que na China, dentro de 10 a 15 anos, metade da população tenha ascendido à classe média, com tudo o que isso acarreta em termos de condições de vida – mais e melhor consumo (de bens, serviços, saúde, educação,cultura, etc.) - por via da chamada mobilidade social. O mesmo acontecerá nos restantes países, neste momento com economias emergentes. Ora, não podendo deslocalizar as empresas para a Lua, há que regressar “a casa”. Mas como, se os custos europeus são exorbitantes para a ânsia descomunal de lucros por parte das empresas e da banca? É fácil, decretaram os patrões da alta finança: Vamos empobrecer os povos do sul da Europa! Como, perguntaram alguns? Arranjamos uma crise –normal em capitalismo-, potenciamo-la, roubamos as casas com hipotecas, sacamos o rendimento de quem trabalha ou já trabalhou – para que estes não tenham possibilidades de ajudar os filhos - , o rendimento disponível baixa, o consumo vai às urtigas, as empresas fecham, o desemprego aumenta, a emigração – aconselhada pelos sábios – aumenta, diminuindo mais o consumo e a cereja sobre o bolo: pomos os palermas a custear e formação de técnicos que depois vêm trabalhar e criar riqueza para nós. E para que não tenham dúvidas de quem manda, arranjamos uma “Primavera Arabe” que lhes vai criar uma pressão de imigração clandestina que, além dos custos associados ao seu combate, ainda lhes vai levar concorrência aos poucos empregos que consigam criar para os seus cidadãos.Duvidam? Um senhor de nome Jan Zijderveld, presidente da Unilever, declarou, no final de Agosto ao Finantial Times (versão publicada na Alemanha) :”que a pobreza vai voltar à Europa”, “ na Indonésia vendemos amostras individuais de champô a 3 cêntimos e ainda ganhamos dinheiro”...é o futuro que nos espera.

Para abrilhantar a festa, o Sr. “Cherne” – o da tanga - , aquele que hoje virou, no Brasil, “manager de futebol”, Sua Excelência o Presidente da Comissão Europeia, em 12 de Setembro, desmascarou-se a ele e à política seguida e a seguir na EU. Inserido no discurso do MAU (estado da União) afirmou “que esta deve evoluir para uma federação de Estados-Nação”. Onde as políticas macroeconómicas serão definidas pelo Governo da Federação e aos Estados-Nação competirá cobrar impostos para alimentar barões e tubarões. Não haverá pressa, pois as redeslocalizações de empresas ainda demorarão 10 anos a começar. Esta, é a verdadeira agenda da UE, da “Tróika” e do Governo. Penso que o primeiro passo será a criação de um supervisor único para o sector bancário. Recomendo-lhe que proponha o nosso anterior para o cargo junto da UE. A finança agradecer-lhe-á.
Espero ver cá, desta vez, um referendo.Já agora, porque não uma confederação? Como a Suiça, para podermos sair quando quizermos e restar-nos alguma soberania?
Alertei o Sr. Primeiro Ministro por diversas vezes ao longo dos últimos 15 meses.
Alertei-o de que não queremos nenhum rei mago, este ou qualquer outro.Tanto quanto sei, O Sr. PM não foi convidado para o Bilderberg. Cuide-se. Não se queira armar noutro Soares, que, segundo dizem, não lia os dossiers. Leia-os bem para saber o que nos vem dizer e como faze-lo. Se não o fizer, será triturado pela população acicatada pelos “banksters”.
Como penso que sabe, nenhum líder de qualquer país, mais ou menos poderoso, manda. Passaram a mandar as multinacionais, com dinheiro do BM e do FMI.
Sobre a possível remodelação do Governo um conselho: Não volte à verticalização absoluta, a maior parte das políticas públicas são transversais às diferentes tutelas. Deverá arranjar ministos com poder de supervisão, que oiça as tutelas (secretarias de estado?) e tenha poder de decisão orgânico e conte com o seu espaldar.
Veja um exemplo: Se alguém tivesse lido o “livro branco de transportes da União Europeia”, o Senhor não teria aceite o encerramento de 700 Km de ferrovia nem a privatização dos Estaleiros de Viana de Castelo. E se das palavras se passasse às acções, a política integrada do mar da UE “impedi-lo-ia” de deixar o Ministro(?) da Defesa(?) de denunciar o contrato de construção de navios patrulha e de um navio de exploração/investigação marítima. A pirataria do Corno de África já se estendeu ao Golfo da Guiné como deve saber, e os “mouros” não tardarão!

Jose Manuel de Oliveira Soares (25/09/12)

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