Um pesadelo e uma alegria, Tudo no mesmo dia!Por Armando Teixeira
Barreiro
Quando o governo PSD/CDS, pré anuncia mais um conjunto terrível de medidas e de impostos machucando o exangue povo português, que já deu sinais claros de indignação e de revolta, o secretário-geral do PS enuncia uma proposta de redução do número de deputados na Assembleia da República!?

Por Jornal Rostos
1. A boa notícia é a vitória de Hugo Chavez na Venezuela !
Contra os ventos da propaganda interna e reaccionária (os privados controlam 70 % dos média ) e as atoardas da campanha internacional de descrédito, o grande patriota bolivariano arrancou o “país do petróleo” das desigualdades extremas que existiam em 1995 ( mais de 70% dos venezuelanos viviam abaixo do limiar da pobreza), com programas económicos e sociais que estão na vanguarda das grandes transformações progressistas no mundo actual.
Na Venezuela vive-se uma extraordinária experiência de redistribuição da riqueza produzida, pondo fim às oligarquias financeiras nacionais e transnacionais que sugavam os recursos, segundo os moldes do capitalismo liberal.
O mesmo modelo que na Europa e no nosso País em particular, desenvolve uma tremenda campanha de empobrecimento e de desgraça que se agrava com dois milhões de portugueses abaixo do limiar da pobreza, um milhão de desempregados e um milhão de trabalhadores precários com o ordenado mínimo!
Na Venezuela as questões políticas subjacentes às transformações excepcionais e exemplares, traduzem-se numa tremenda luta interna que quase divide a sociedade ( Chavez teve pouca mais de 54% doa votos!). Transvaza para a cena internacional onde o grande estadista é permanentemente enxovalhado pela máquina ideológica do capitalismo imperial, tal o medo que infunde!
A linha de separação é entre os muitos que estão com a revolução bolivariana (que em 15 anos tirou da miséria 20% dos venezuelanos!), e todos os que receiam perder privilégios, benesses e mordomias, ligados aos interesses económicos privados de que beneficiavam quase em exclusividade: as multinacionais americanas, as grandes oligarquias patronais, os sindicatos corporativos. No espectro partidário traduz-se numa santa aliança de cristãos democratas, social-democratas e de socialistas “em liberdade”. Lá como cá!
2. Agora a má notícia!
Quando o governo PSD/CDS, pré anuncia mais um conjunto terrível de medidas e de impostos machucando o exangue povo português, que já deu sinais claros de indignação e de revolta, o secretário-geral do PS enuncia uma proposta de redução do número de deputados na Assembleia da República!?
Num tempo em que as baterias deviam estar apontadas às malfeitorias da direita capitalista e neoliberal, quando diminui radicalmente a base social do governo, o PS de António J. Seguro ensaia uma manobra de diversão e de evidente oportunismo, no trilho da campanha reaccionária de descrédito do regime democrático.
A manobra, onde se inclui a condenação justa de algumas mordomias escandalosas, passa pela Internet, onde circulam apreciações que metem os políticos e os partidos todos no mesmo saco, aproveitando a degradação da nobre função de servir o Povo. Espreitam objectivos autoritários inconfessados, para além do ataque à proporcionalidade eleitoral democrática.
O Partido Socialista continua em Portugal o pesadelo histórico de servir objectivamente a orientação política de direita, com a obsessão da alternância no poder para garantir clientelas e tachos.
Outra seria a situação no País se o PS ( e a sua correia de transmissão, a UGT), clarificasse as águas e rompesse de facto com a troika Passos/Portas/Merckel, e a sua ideologia e prática terrorista que está a lançar o País na miséria e vil tristeza.
Isso sim seria ser responsável!
10/10/12
Armando Teixeira














