Quase Todos os NomesPor António José Carvalho Ferreira
Barreiro

Por Jornal Rostos
Em conversa com um colega, veio à colação um dos mais curiosos fenómenos político mediáticos dos últimos tempos, o dos epítetos metafóricos com que tem sido mimoseado o Orçamento de Estado para 2013. "Esbulho", "saque", "confisco", "assalto" simplesmente, "assalto à mão armada", "devastação", "bomba atómica", "cancro", "septicemia", "arrastão", "crime fiscal", "genocídio", "harakiri", "suicídio" e até "eutanásia", “monstro”, “aberração” e por aí fora, em sucessiva e eloquente aproximação imagética à verdade dos factos (tendo em conta que não passa de um "aborto"). As mais das vezes vinda, um tanto ou quanto paradoxalmente (ou talvez nem tanto assim), da Direita e até pondo na mesma linha de tiro personalidades que não morrem propriamente de amores umas pelas outras...
Podemos queixar-nos do Orçamento, não nos podemos é queixar de falta de eloquência ou de imaginação discursiva.
Não o estranho, acho até bastante normal, num País em que um dos pratos nacionais - o bacalhau - é pescado nas águas da Noruega ou do Canadá e o endoutrinamento do financeirismo protestante tem por bastião-mor a Universidade Católica.
António José Carvalho Ferreira














