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O orçamento de Estado para 2013, à semelhança do espanhol, do italiano e da pressão sobre a Grécia é a prova provada dessa intenção. Quer o empobrecimento do Povos.

Os (des)governos europeus vêm preparando o terreno para nos calarem. Eles estão a fomentar a revolta social para, depois, pela força – leis marciais como as que foram aprovadas no início de 2012 pelos EUA – imporem a sua vontade pela repressão.

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Por Jornal Rostos

PRO

Como é do conhecimento dos que me lêm, sou militante do PSD desde sempre. Sou Social-Democrata, significando com isto que defendo um Estado Social digno de todos e, que, o Estado deve manter, no mínimo 51%, em todas as empresas de sectores que considero estratégicos para Portugal. E quando escrevo estratégicos quero, com isso dizer, que permitam que o País mantenha a sua soberania. Alimentar,energética e produtiva.
Isto leva-me, a que, por vezes, discorde das políticas do actual Governo e anteriores e aponte caminhos que para mim são alternativos. Não de alternância.
No meu primeiro escrito, no dia em que José Socrates se demitiu, apontava que o caminho era a renegociação da dívida por 20/30 anos e com uma taxa de juro entre 2 a 3% ( a taxa média das obrigações do Estado americano no último século e por conseguinte atractivas, se não o fossem não seriam compradas, ronda os 3%).Todos me consideraram louco, pois eu não era nem sou um daqueles economistas de nome na praça. Os tais “craques” que trouxeram o País a este estado calamitoso. No entanto, agora, quer-me parecer que teria então razão. Mas, ainda há outra saída: em vez de se pagar à Troika em dinheiro, pague-se em títulos de dívida pública a 20 ou 30 anos com uma taxa de juro não maior que aquela que referi atrás.
Também alertei, em outro momento, que a política fiscal se aproximava do praticado na Idade Média. Já lá estamos, com o esbulho a que os portugueses têm estado e vão estar sujeitos nos seus rendimentos no futuro próximo.
Este Outubro de 2012 começou mal. Os ministros parece não se entenderem e o Sr. PR vai perdendo capacidades, pelo menos de afirmação.
As televisões, em especial a SIC, pensam que os nossos maiores problemas são os “gays”. Sejam eles masculinos ou femininos. Ora é o julgamento do assassino de Nova York ora é as meninas que vão ser “papás”, por inseminação artificial, em Espanha. Porque cá não é permitido, pelo menos legalmente.Ora é adopção, decretada por um tribunal, por um “casal gay” de um menino. Não tenho nada contra...nem a favor dos gays. Cada um é como cada qual. Só tenho contra é o aproveitamento das televisões. Parece que estes seres que escolheram esta via de vida, são o objectivo e o futuro do país!
Há gente sem comer o minímo necessário a uma vida, física e psíquica, saudável. Há gente a ficar sem casa e sem a sua dignidade. Há cada vez mais gente a perder o seu normal sustento através da perda de trabalho. E, eles gastam minutos, caríssimos em televisão, a escalpelizar estes assuntos. Enfim! É o País em que nos transformaram.
No 5 de Outubro, dia da chamada implantação da República, todos pareceram estar de cabeça no ar. Então o Sr. PR já não tem poderes para parar uma “cerimónia” e ordenar que fosse reposta a dignidade de Portugal? Não podia, não sabia ou estava nas nuvens quando içou a Bandeira Nacional de pernas para o ar? Não merecemos um pedido de desculpas?
No seu discurso, resolveu apostar na educação e na formação dos portugueses, em especial os jovens que, alguns, teimam em aconselhar a porta da emigração. Até aqui nada a opôr. O pior, foi quando apelou à maior colaboração entre as instituições de ensino e as empresas. Mas quais empresas!(?) as que enquanto primeiro ministro ajudou a encerrar ou aquelas que agora encerram as portas empurradas pela crise de consumo ou por oportunismo dos patrões?
Não se informa? Tem “staff” mais que suficiente para o fazer. As escolas profissionais têm cada vez mais dificuldades em encontrar estágios para os seus formandos. Dou-lhe o exemplo da ATEC. Informem-se meus senhores. O Sr. PR, o Ministro da Educação e, o da Economia.

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Privatização da CGD. No todo ou parcialmente. Mas o então Primeiro-Ministro, actual Sr. PR, privatizou o Banco de Fomento Nacional. Perdendo-se um saber feito de conhecimento da economia portuguesa e de experiência. Os contactos previligiados com o, se não estou em erro com o nome, Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento. Os imensos estudos sectoriais e de ramos da economia portuguesa feitos pelos seus técnicos. Tudo parece ter-se perdido. A CGD tinha, penso que ainda terá, uma direcção de financiamento às empresas – chegou a ser dirigida por uma barreirense – bem como um gabinete se estudos europeu. Se querem privatizar a CGD devem, na minha modesta opinião, primeiro separar estas duas estruturas do todo da Caixa. Não devem deixar cair o financiamento da economia portuguesa, e porventura do Estado, em mãos privadas quem sabe se estrangeiras.

O Governo parece não querer renovar, conforme forem caducando ao longo de 2013, cerca de 15.000 contratos a prazo. Como nem todos acabam a 01/01/2013, digamos que extinguirá 7.500. Poupará cerca de 5 milhões de Euros. E quanto custará isto ao País em perda de eficiência. Horas de trabalho perdidas em bichas nas mais diversas repartições. Vejam o exemplo da caça ao imposto de circulação, referente a 2008, no IMTT. É esta a reforma do Estado?
E as fundações, que de cerca de 800 passaram para pouco mais de 300? E as PPP? E a passagem de diagnósticos auxiliares de saúde a privados? E a tão propalada reforma Autárquica? Refundação (está na moda – mesmo sem um 2º. Afonso Henriques) de Municipios, de Freguesias, de Observatórios,de?de? eu sei lá que mais!
O Sr. Primeiro-Ministro diz querer ouvir os portugueses, mesmo os que têm opinião diferente. Então quem é o seu 1º. Vice-presidente (no PSD) para criticar os portugueses que criticam o governo? Não há liberdade de expressão? Aceite-se os que criticam e apontam alternativas. Podem não ser as melhores, mas as intenções, concerteza.
As exportações têm crescido, diminuindo o defice comercial – crónico de há décadas. Talvez se verifique um excedente no final do ano. Dizem. Só não dizem que, 10% dessas exportações, se devem a exportações de ouro usado. Ouro português. Com cerca de 8% de cobre e não de 20% como o Europeu.
Aliás as “lojas” de compra de ouro usado, mesmo estragado, nasceram como cogumelos. Faz-me lembrar há uns anos as imobiliárias e as lojas de chineses. Quase todas de “franchising” corporativas ou de máfias. Lembrem-se da rede apanhada em Espanha de lojas chinesas que lavava milhões de Euros mensalmente e com ramificações cá.
Aliás, não será por acaso que aparecem notícias sobre o aconselhamento de nos desfazermos das nossas reservas de ouro.
Vários países estão a pôr a salvo as suas reservas. Tirando-as de países exploradores e colocando-as a salvo no seu território. A Líbia, não fez segredo das suas intenções. Sucedeu-lhe o que sucede ao mexilhão!

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Os salários alemães subiram em média 3,2% em Julho passado face a igual mês de 2011. Como tal a sua competitividade baixa, logo há que baixar os salários dos outros países,de quem importam o que depois reexportam, para manter a competitividade.
Em 25 de Setembro escrevi que a agenda escondida, pela UE e finança internacional, estava ligada com o objectivo de empobrecer os povos do sul da Europa. É a forma de preparar a (re)deslocalização das empresas (que anteriormente, e de há anos a esta parte, foram deslocalizadas para a Ásia) novamente para a Europa e mesmo EUA. É necessário criar o tal exército de reserva de desempregados e pobres, que aceitarão qualquer coisa para poder evitar a fome. A Alemanha e a Holanda agradecem.
O orçamento de Estado para 2013, à semelhança do espanhol, do italiano e da pressão sobre a Grécia é a prova provada dessa intenção. Quer o empobrecimento do Povos.
Fala-se muito da necessidade de maior competitividade. Uma forma de se conseguir atingir este objectivo, de forma rápida, é através da competitividade fiscal. Baixe-se a taxa de IRC, pelo menos para quem exporta. Verão a competitividade subir. A Irlanda fê-lo ao não seguir a obrigação que lhe queriam impôr de subir o IRC de 12,5% para 25%. Porque não o fazemos nós?
Os (des)governos europeus vêm preparando o terreno para nos calarem. Eles estão a fomentar a revolta social para, depois, pela força – leis marciais como as que foram aprovadas no início de 2012 pelos EUA – imporem a sua vontade pela repressão.
Também escrevi anteriormente que uma das formas de reiniciar o crescimento seria apostar na recuperação do edificado. Público ou privado.Vejam as notícias de dia 2 de Novembro sobre cerca de 150 quartéis da PSP e da GNR, degradados ou em ruínas, e pensem. Quantos empregos se criariam? Quantas empresas evitariam a falência?
O Sr. Governador do Banco de Portugal afirmou numa cerimónia, em 31/10/12, que um crescimento de 1% no PIB entre 2016 e 2020 permitiria baixar a dívida pública em 15%. Mais disse, que se deve reorientar a discussão para o crescimento como forma de tornar o País mais produtivo e criar emprego. Deve-se apostar no sector transaccionável para evitar o empobrecimento relativo. Empobrecimento absoluto, digo eu. É que a crescer 1% ao ano não cria emprego nenhum, pelo menos líquido. Temos de crescer a valores superiores a 2,5%. Se queremos evitar a falência e o empobrecimento dos Portugueses.

Jose Manuel de Oliveira Soares
02/11/2011

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