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Quotidianos

Acabaram as cheias na zona antiga da cidade de MontijoPor José Bastos

Foram colocadas válvulas de maré nos esgotos pluviais para que a água da maré não invadisse os esgotos até à Praça da República, não permitindo a entrada das águas da chuva. Estas válvulas de maré não deixam entrar a água nos canos quando a maré está cheia e permitem a saída da água das chuvas quando a maré está vazia.

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Acabaram as cheias na zona antiga da cidade de Montijo Por José Bastos

Por Jornal Rostos

Desde sempre que existiram cheias no Bairro dos Pescadores, uma zona baixa da cidade, mesmo junto ao Rio Tejo. Assisti em jovem a muitas destas cheias que prejudicavam imenso as populações que ali residiam, com a entrada da água nas casas que causavam prejuízos materiais e muito trabalho na limpeza das casas, não só das águas, mas, também das lamas que estas arrastavam para dentro de casa.

A partir da segunda metade do século XX, com o crescimento da cidade para Norte e a impermeabilização de terrenos agrícolas, aumentou muito a quantidade de água a chegar à baixa da cidade em direcção ao rio e agora as cheias já atingiam toda a zona baixa desde a praça da república.

As cheias eram maiores quando as grandes chuvadas coincidiam com a maré cheia e isso acontece em dois períodos de três horas durante um dia. Nestes períodos os esgotos estavam cheios de água salgada e não entrava lá nenhuma água da chuva.

Acontece que durante muitas décadas, considerou-se tudo isto uma fatalidade e nunca houve vontade política para resolver um problema que causava enormes problemas à vida das pessoas.

Quando as marés eram grandes e chovia ao mesmo tempo as águas entravam pelas portas e pelas sanitas das casas de banho.

Toda a gente lamentava o que acontecia às pessoas, mas ninguém falava na solução para que as cheias não acontecessem. Pelo contrário, todos os anos, eram impermeabilizados mais terrenos agrícolas e as cheias eram cada vez maiores.

Na última década, tudo se modificou e passou a haver uma grande vontade política, para encontrar uma solução para este problema que tanto afectava a vida das populações.

Foram colocadas válvulas de maré nos esgotos pluviais para que a água da maré não invadisse os esgotos até à Praça da República, não permitindo a entrada das águas da chuva. Estas válvulas de maré não deixam entrar a água nos canos quando a maré está cheia e permitem a saída da água das chuvas quando a maré está vazia.

No projecto da zona ribeirinha foi decidido que a caldeira para limpeza do cais, servisse também como bacia de retenção para as águas das chuvas. A caldeira fica vazia quando está mau tempo e as águas das chuvas que quando a maré estava cheia ficavam nas ruas agora correm para a caldeira que é despejada quando a maré está vazia.

Foi ainda construído um esgoto à superfície na Rua Dr. Manuel da Cruz Júnior e no Largo dos Pescadores que serve para esgotar as águas que ficam na rua para a caldeira do moinho que serve também de bacia de retenção.
Foi também construído um esgoto de superfície na Avenida dos Pescadores, junto aos SMAS, passando pela Rua Alexandre, Rua António Semedo, até à caldeira para retenção das águas das chuvas.

Cumprimentos,

José Bastos

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