O futuro de Montijo está no desenvolvimento económicoPor José Bastos

Por Jornal Rostos
O Montijo sempre foi, no século vinte, um concelho que cresceu à custa de muito emprego que existia na agricultura, pecuária, indústria, comércio e serviços.
No fim do século, mais exactamente em 1998, com a inauguração da Ponte Vasco da Gama, o Montijo cresceu bastante na primeira década do século XXI (31%), com pessoas que vieram para aqui viver mas que trabalham noutros concelhos da AML. Segundo os sensos de 2011, existem hoje no concelho 51.222 habitantes, 20.601 famílias e 26.766 alojamentos.
Total do país nos sensos de 2011: habitantes 10 562 178, famílias 4 048 559, alojamentos 5 878 758.
A entrada em funcionamento da Ponte Vasco da Gama, coincidiu com o aumento da construção de habitações em todo o país, provocado pelas grandes facilidades dos bancos na concessão de empréstimos e os juros baixos que se praticavam.
Acontece, porém, que em poucos anos tudo se transformou no país em relação à habitação. Hoje, existem muito mais casas do que famílias e os bancos já quase não concedem empréstimos para aquisição de habitação própria e os salários da classe média têm sido muito desvalorizados. Existe mais um milhão de casas vazias em todo o país.
Todos os indicadores nos mostram que esta diferença tem tendência para aumentar: saída de imigrantes e dos emigrantes, diminuição dos nascimentos, jovens que têm que voltar para casa dos pais ou dos avós, desempregados ou mesmo auferindo salários baixos por não puderem pagar a renda.
Perante uma situação grave como esta, de que ninguém fala por causa das imparidades dos bancos, os Montijenses têm que definir uma estratégia a curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento económico do concelho, para que a grande maioria das pessoas que aqui residem também trabalhem. Os concelhos que não se preocuparem com esta situação correm o risco de sofrer uma grande diminuição dos habitantes e também uma enorme desvalorização do património urbano.
Todas as pessoas gostam de residir perto do trabalho e só não o fazem porque até agora não têm havido habitações disponíveis.
Quem se interessa pelos problemas da nossa Terra e tem aqui as suas raízes e também os que têm património não podem ficar indiferentes ao que se está a passar e todos temos que nos mobilizar para que a nossa comunidade seja mais criativa e empreendedora na criação de emprego.
As escolas têm que proporcionar condições para sensibilizar os alunos para que sejam criativos e empreendedores. É de todo o interesse para a nossa comunidade que as escolas não formem só cidadãos para serem empregados por conta de outrem.
Os preços dos terrenos têm que ser competitivos para que aqui se instalem indústrias. Os próprios proprietários dos terrenos têm interesse nisso porque assim valorizam o restante património que possuem no concelho.
Para definirmos a nossa estratégia de curto, médio e longo prazo devia ser pedida a colaboração da Universidade Nova de Lisboa e solicitada a participação de todos os jovens universitários de Montijo.
Cumprimentos,
José Bastos














