Saltar para o conteúdo
Quotidianos

A política e «o manto diáfono da fantasia que esconde a nudez da verdade»Por Armindo Fernandes
Barreiro

. APELO EM DEFESA DE UM PORTUGAL SOBERANO E DESENVOLVIDO

Com as políticas recessivas da “governação” em curso, a ser continuada, Portugal ficaria e continuaria como está, mais só e pobre, no extremo ocidental da “Jangada de Pedra”, ainda que já não haja qualquer hipótese de voltarmos ao tempo dos “Homens que nunca foram meninos”.

6 min de leitura
A política e «o manto diáfono da fantasia que esconde a nudez da verdade» Por Armindo Fernandes Barreiro

Por Jornal Rostos

APELO EM DEFESA DE UM PORTUGAL SOBERANO E DESENVOLVIDO

Com o objetivo de se fazer um balanço da evolução do processo e da situação económica e social e as suas ilações políticas, a Comissão promotora do Apelo realizou ontem, 23 de Fevereiro de 2013, uma Conferência Nacional com o lema- “Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido”, no Auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa, onde foi apresentado um manifesto ao povo português, que termina com a seguinte frase: “Mais cedo do que alguns pensam, o povo vai dizer nas urnas o que vem dizendo nas ruas: é urgente afastar este governo! É indispensável mudar de política!”
Para isso é preciso participar, informar, agir para que o voto tenha a importância que lhe foi conferida;

A POLÍTICA E “O MANTO DIÁFANO DA FANTASIA QUE ESCONDE A NUDEZ FORTE DA VERDADE”

Ouve-se muitas vezes o cidadão comum parafrasear: - “Eu não sou político ou, simplesmente, nada tenho a ver com a política…” e ainda “..Os políticos são todos iguais…”. Puro engano, nem todos defendem os mesmos objetivos, uns servem politicamente, com honestidade, o povo que os elegeu (servem a política), outros defendem interesses instalados, apoiados por grandes grupos económicos e financeiros (servem-se da política). Casos de opacidade relativamente ao crédito mal parado de milhares de milhões de euros ,,, Quem foi, quando foi e para onde foi????????
Nas opções, nas atitudes ou atos que praticamos, na nossa vida ativa, familiar ou de âmbito social, a política está presente. Política de Educação quando se trata dos nossos filhos ou da relação que temos com os estabelecimentos de ensino e de aprendizagem. Política de Trabalho ou segurança social, quando nas empresas, nos sindicatos e até na rua nos manifestamos em defesa dos nossos direitos. Política económica e financeira, enquanto consumidores e na gestão dos parcos (ou não) rendimentos que temos ao nosso dispor. TODOS SOMOS UMA PEÇA NO XADREZ DA POLÌTICA.
Essa ideia de afastar o cidadão da prática de cidadania, quanto à sua participação na vida política ativa na Sociedade em que está inserido, vem dos tempos da ditadura. Se bem nos lembramos (é bom que não caia no esquecimento), nesse tempo a informação era escassa, censurada e o analfabetismo era um mal que atingia mais pessoas que, algum dia a GRIPE A (vírus H1N1) venha a afetar.
Hoje todos têm escola e a informação ainda que, por vezes distorcida, eivada de meias verdades, a dita sem contradita ou plena da presença de políticos e comentadores que são hábeis na utilização do tal “Manto diáfano que esconde a verdade”.
E porque a qualquer momento, a recessão e as más políticas (para não usar outro adjetivo) nos “obriguem” a opções de mudança, a observação atenta é fundamental para que, na hora de decidir em quem apoiar ou votar, a cruzinha seja colocada no quadradinho certo, com a consciência de que o fazemos pensando que, ao fazê-lo, optámos pelo bem da sociedade de que fazemos parte, tendo em conta o presente e o futuro.
O VOTO não é a arma do Povo, como nos tentam fazer crer. A participação na prática da cidadania, o conhecimento, o sentimento e a memória é que são de facto as armas mais eficazes.
Eu até aqui conhecia o “Arco do Triunfo”, o “Arco da Rua Augusta”, o “Arco do Marquês do Alegrete”, o arco e o balão, o arco com gancheta e outros. Agora há um novo arco, o “Arco dos partidos da governação” que mentem para ser eleitos, que governam na sua ilegitimidade, porque foram enganados os que neles votaram. Reflitam nos ditos populares e nas palavras do povo com ou sem rima, e cito: “a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.” Ou na quadra de António Aleixo “Vós que lá do vosso império/Prometeis um mundo novo/Calai-vos que pode o povo/Querer um mundo novo a sério.”
Como se tem verificado, os debates políticos em que participam os representantes dos partidos políticos, do “arco da governação”, são mornos ou de crispação fictícia com a atribuição de culpas como se cada um fosse culpado da má governação do outro, quando antes (entre si) encontraram consensos, quanto a políticas de fundo, sejam: Sociais, Fiscais, Laborais, bem como na relação com os poderes económico e financeiro, que por serem tão iguais, usam de forma implacável o tal “Manto Diáfano da Fantasia que cobre a Nudez Forte da Verdade”… (Dedicatória do monumento sito no Largo Barão de Quintela, ao Chiado). Para isso contam (como em tempos idos) com o apoio de “Grandes Famílias Grandes Empresas” (Edições D. Quixote), e como se de um jogo de Xadrez se trate, basta-lhes mudar umas pedras no tabuleiro do poder, manter o Rei, a Rainha e os Bispos, porque as Torres da resistência estão e são limitadas nas ações que o jogo de interesses impõe e, quanto aos Peões, jogam no pressuposto da memória curta e dos MEDOS da sujeição à Lei da Oferta e da Procura em que os peões são vistos e tratados como mercadoria negociável e descartável. Se muito protestarem, sacodem-se umas migalhas da toalha da abastança do Poder, com pequenas cedências aqui e ali. Receita é conhecida.
Podem pensar ou dizer, ele (EU) repete-se, mas as repetições ativam a memória.
As “crises” podem ser reais ou criadas com objetivos políticos e aí surgem os “mercados” que determinam os juros da usura, promotores da desigualdade.
Com as políticas recessivas da “governação” em curso, a ser continuada, Portugal ficaria e continuaria como está, mais só e pobre, no extremo ocidental da “Jangada de Pedra”, ainda que já não haja qualquer hipótese de voltarmos ao tempo dos “Homens que nunca foram meninos”.
Há sempre alternativa, nos caminhos a trilhar, basta que queiramos encontra--la.
Há quem diga que não, mas há semelhanças na história. O “Velho do Restelo” vociferou, mas as viagens à Índia fizeram-se e quando o “Príncipe Perfeito” , D. João que seria o Segundo, disse, ao ser designado Rei de Portugal e dos Algarves, “… O meu pai só me deixou as estradas e caminhos de Portugal para governar….”, via o futuro nesse presente menos bom e, no pouco tempo da sua governação (13 anos) tornou grande este pequeno país e abriu-lhe as portas do futuro. POR ISSO HÁ QUE TER ESPERANÇA, “QUE UM NOVO SOL VAI NASCENDO!!!”
HÁ QUE PARTICIPAR ATIVAMENTE! SEJA QUANDO E ONDE FOR. TODOS SOMOS MUITOS.

Armindo Fernandes
ARFER

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção