A política e «o manto diáfono da fantasia que esconde a nudez da verdade»Por Armindo Fernandes
Barreiro
Com as políticas recessivas da “governação” em curso, a ser continuada, Portugal ficaria e continuaria como está, mais só e pobre, no extremo ocidental da “Jangada de Pedra”, ainda que já não haja qualquer hipótese de voltarmos ao tempo dos “Homens que nunca foram meninos”.

Por Jornal Rostos
APELO EM DEFESA DE UM PORTUGAL SOBERANO E DESENVOLVIDO
Com o objetivo de se fazer um balanço da evolução do processo e da situação económica e social e as suas ilações políticas, a Comissão promotora do Apelo realizou ontem, 23 de Fevereiro de 2013, uma Conferência Nacional com o lema- “Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido”, no Auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa, onde foi apresentado um manifesto ao povo português, que termina com a seguinte frase: “Mais cedo do que alguns pensam, o povo vai dizer nas urnas o que vem dizendo nas ruas: é urgente afastar este governo! É indispensável mudar de política!”
Para isso é preciso participar, informar, agir para que o voto tenha a importância que lhe foi conferida;
A POLÍTICA E “O MANTO DIÁFANO DA FANTASIA QUE ESCONDE A NUDEZ FORTE DA VERDADE”
Ouve-se muitas vezes o cidadão comum parafrasear: - “Eu não sou político ou, simplesmente, nada tenho a ver com a política…” e ainda “..Os políticos são todos iguais…”. Puro engano, nem todos defendem os mesmos objetivos, uns servem politicamente, com honestidade, o povo que os elegeu (servem a política), outros defendem interesses instalados, apoiados por grandes grupos económicos e financeiros (servem-se da política). Casos de opacidade relativamente ao crédito mal parado de milhares de milhões de euros ,,, Quem foi, quando foi e para onde foi????????
Nas opções, nas atitudes ou atos que praticamos, na nossa vida ativa, familiar ou de âmbito social, a política está presente. Política de Educação quando se trata dos nossos filhos ou da relação que temos com os estabelecimentos de ensino e de aprendizagem. Política de Trabalho ou segurança social, quando nas empresas, nos sindicatos e até na rua nos manifestamos em defesa dos nossos direitos. Política económica e financeira, enquanto consumidores e na gestão dos parcos (ou não) rendimentos que temos ao nosso dispor. TODOS SOMOS UMA PEÇA NO XADREZ DA POLÌTICA.
Essa ideia de afastar o cidadão da prática de cidadania, quanto à sua participação na vida política ativa na Sociedade em que está inserido, vem dos tempos da ditadura. Se bem nos lembramos (é bom que não caia no esquecimento), nesse tempo a informação era escassa, censurada e o analfabetismo era um mal que atingia mais pessoas que, algum dia a GRIPE A (vírus H1N1) venha a afetar.
Hoje todos têm escola e a informação ainda que, por vezes distorcida, eivada de meias verdades, a dita sem contradita ou plena da presença de políticos e comentadores que são hábeis na utilização do tal “Manto diáfano que esconde a verdade”.
E porque a qualquer momento, a recessão e as más políticas (para não usar outro adjetivo) nos “obriguem” a opções de mudança, a observação atenta é fundamental para que, na hora de decidir em quem apoiar ou votar, a cruzinha seja colocada no quadradinho certo, com a consciência de que o fazemos pensando que, ao fazê-lo, optámos pelo bem da sociedade de que fazemos parte, tendo em conta o presente e o futuro.
O VOTO não é a arma do Povo, como nos tentam fazer crer. A participação na prática da cidadania, o conhecimento, o sentimento e a memória é que são de facto as armas mais eficazes.
Eu até aqui conhecia o “Arco do Triunfo”, o “Arco da Rua Augusta”, o “Arco do Marquês do Alegrete”, o arco e o balão, o arco com gancheta e outros. Agora há um novo arco, o “Arco dos partidos da governação” que mentem para ser eleitos, que governam na sua ilegitimidade, porque foram enganados os que neles votaram. Reflitam nos ditos populares e nas palavras do povo com ou sem rima, e cito: “a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.” Ou na quadra de António Aleixo “Vós que lá do vosso império/Prometeis um mundo novo/Calai-vos que pode o povo/Querer um mundo novo a sério.”
Como se tem verificado, os debates políticos em que participam os representantes dos partidos políticos, do “arco da governação”, são mornos ou de crispação fictícia com a atribuição de culpas como se cada um fosse culpado da má governação do outro, quando antes (entre si) encontraram consensos, quanto a políticas de fundo, sejam: Sociais, Fiscais, Laborais, bem como na relação com os poderes económico e financeiro, que por serem tão iguais, usam de forma implacável o tal “Manto Diáfano da Fantasia que cobre a Nudez Forte da Verdade”… (Dedicatória do monumento sito no Largo Barão de Quintela, ao Chiado). Para isso contam (como em tempos idos) com o apoio de “Grandes Famílias Grandes Empresas” (Edições D. Quixote), e como se de um jogo de Xadrez se trate, basta-lhes mudar umas pedras no tabuleiro do poder, manter o Rei, a Rainha e os Bispos, porque as Torres da resistência estão e são limitadas nas ações que o jogo de interesses impõe e, quanto aos Peões, jogam no pressuposto da memória curta e dos MEDOS da sujeição à Lei da Oferta e da Procura em que os peões são vistos e tratados como mercadoria negociável e descartável. Se muito protestarem, sacodem-se umas migalhas da toalha da abastança do Poder, com pequenas cedências aqui e ali. Receita é conhecida.
Podem pensar ou dizer, ele (EU) repete-se, mas as repetições ativam a memória.
As “crises” podem ser reais ou criadas com objetivos políticos e aí surgem os “mercados” que determinam os juros da usura, promotores da desigualdade.
Com as políticas recessivas da “governação” em curso, a ser continuada, Portugal ficaria e continuaria como está, mais só e pobre, no extremo ocidental da “Jangada de Pedra”, ainda que já não haja qualquer hipótese de voltarmos ao tempo dos “Homens que nunca foram meninos”.
Há sempre alternativa, nos caminhos a trilhar, basta que queiramos encontra--la.
Há quem diga que não, mas há semelhanças na história. O “Velho do Restelo” vociferou, mas as viagens à Índia fizeram-se e quando o “Príncipe Perfeito” , D. João que seria o Segundo, disse, ao ser designado Rei de Portugal e dos Algarves, “… O meu pai só me deixou as estradas e caminhos de Portugal para governar….”, via o futuro nesse presente menos bom e, no pouco tempo da sua governação (13 anos) tornou grande este pequeno país e abriu-lhe as portas do futuro. POR ISSO HÁ QUE TER ESPERANÇA, “QUE UM NOVO SOL VAI NASCENDO!!!”
HÁ QUE PARTICIPAR ATIVAMENTE! SEJA QUANDO E ONDE FOR. TODOS SOMOS MUITOS.
Armindo Fernandes
ARFER














