Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Portugal na Cultura Europeia e no MundoPor Henrique Silva

Lamento ainda mais, a circunstância de que alguns líderes de Esquerda, pobres de espírito, em vez de formular ou reformular propostas genuinas e de concordância com a realidade e a cultura portuguesas e europeias, busquem bengalas, em forma de dinheiro ou de sebentas doutrinárias, junto de caudillismos latino-americanos, que como sabemos, nao representam nem assimilam, de forma alguma, a realidade e a idiossincracia europeias.

3 min de leitura
Portugal na Cultura Europeia e no Mundo Por Henrique Silva

Por Jornal Rostos

Acabo de ler um relatório da Cáritas Internacional, sobre a situaçao social que se apresenta na Europa, e em particular, nos chamados países intervenidos.
Há um processo social latente, que está em fermentaçao desde as bases, inserido numa toma de Consciencia coletiva inquebrantável, que vai permitir avançar, num quadro de certeza complexo, mas nao desabrigado de boas soluçoes. A importante participaçao das pessoas, nas Manifestaçoes da passada semana, demonstram que há um envolvimento considerável da parte das populaçoes, que além de afetadas, reclamam e avisam aqueles, que personificam a atual estrutura democrática, e o Poder.
Lamento porém, precisamente o fato de que as Instituiçoes Estadais e Regionais andam com atitudes de Tapa-Buracos, em vez de iniciar, no seu todo, e promover, um debate nacional, sobre aquilo que se deve reformar ou iniciar de raíz, que permita restablecer uma base estratégica a medio- longo prazo e ao mesmo tempo, que por extensao, tome em conta a inteligência de Todos os cidadaos.

Lamento ainda mais, a circunstância de que alguns líderes de Esquerda, pobres de espírito, em vez de formular ou reformular propostas genuinas e de concordância com a realidade e a cultura portuguesas e europeias, busquem bengalas, em forma de dinheiro ou de sebentas doutrinárias, junto de caudillismos latino-americanos, que como sabemos, nao representam nem assimilam, de forma alguma, a realidade e a idiossincracia europeias. É sobre este ponto que, ante a preguiça e imediatismo frouxos de algumas cabeças pensantes, sigo preocupado. Ora bem, o mal chamado Socialismo do Século XXI, deveria ter sido fecundado na Europa e nao foi assim, porquê ? Aquilo que surgiu noutra parte é deles, e só para eles. Eles, com as suas verdades e as suas meias-verdade, eles com as suas idiossincracias identitárias em processo de amadurecimento, sobretudo psicológico. Eles com as suas realidades totalmente respeitáveis. A História dos ultimos 100 anos demonstra que é assim. Quanto a Portugal, no seu contexto cultural e geopolítico, deve acelerar o passo, antes que surja algum Iluminado, algum culto da personalidade estranho, algum messianismo desbaratado, alguma prepotencia popular-religiosa dissidente e desbocada na irracionalidade psíquica, algum miolo inusitadamente violento, que deixe para trás sem resolver, os verdadeiros problemas estruturais e sociais. No meu conceito, é fulcral que o melhor bem-estar social, é ter um Emprego e a partir daí, obrar o real e tangível desenvolvimento do País, na base de novas escalas de Valores.

Com ou sem líderes à altura, os portugueses nao devem desanimar. As mudanças estruturais sao cada vez mais flagrantes e necessárias. A Lógica orienta à reinserçao, à solidariedade e à integraçao sociais. Os portugueses sao donos da sua Cultura, do seu Destino, e isso deve fazer-se com madurez, com os pés bem firmes sobre a terra e autoestimados como individualidades, para nao sucumbir a um qualquer profeta, que como muitos, promova um ainda maior Empobrecimento pela via da Manipulaçao, da má fé e do descaro imoral.
A reformulaçao da sociedade, a meu ver, começa por baixo, pelas bases.

Henrique Silva
Março – 2 013.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção