Seixal, cidade de (preencher quem souber)Por Pedro Filipe Tomás

Por Jornal Rostos
Há uns meses o PSD Seixal organizou uma conferência com o Dr. Miguel Pinto Luz. De entre muitos pontos importantes ressaltou a necessidade de uma visão estratégica para o desenvolvimento integrado do Concelho e até da região.
Um estudo recente da Mckinsey, de fins de 2012 conclui que dependendo do negócio em que se está, as cidades variam em atractividade e isso depende em muito das apostas realizadas.
Quando se está a chegar a um momento de decisão sobre o que queremos para a gestão da terra onde vivemos, importa saber qual a visão que as várias possíveis lideranças têm para a nossa "casa": queremos o Seixal como pólo Turístico? como cidade Industrial? referência nos desportos náuticos? estandarte da Cultura? Cidade Universitária? Cidade do Desporto?
Quase 40 anos depois, a actual gestão (sim, parece impossível mas foram sempre os mesmos e com o mesmo resultado) não tornou o Seixal em nenhuma destas possibilidades... Exclusivamente culpa própria ou partilhada com a recente conjuntura, esta nossa "casa" está hoje nos lugares cimeiros das autarquias mais endividadas, da insegurança, da corrupção e dos níveis de desemprego paralelamente ao fundo da tabela em PIB per capita, Investimento, etc.
Podíamos estar aqui a discutir a escolha (certa ou errada, dependendo a perspectiva) da "cidade" que o PCP/CDU teria escolhido, ou até o grau de execução que essa visão teria. Contudo, não houve uma aposta, não houve um risco.
Ocorreu, isso sim, a escolha de criação de um aparelho para manutenção de poder - através do aparelho partidário, através do movimento associativo, através dos sindicatos e mesmo através da estrutura de pessoal directa ou indirectamente ligado às estruturas de poder local. Por tal, reconheça-se a preocupação, no que concerne à Reforma Administrativa, denotada à imprensa sobre a perda de 6.000 cargos dirigentes nas autarquias pelo Presidente da CM Seixal - Sr. Alfredo Monteiro.
Para quem vive o concelho e para quem cá investe esta perspectiva é importante, pois sem emprego, infraestruturas, acessos, serviços e envolvente e/ou atractividade fiscal não há motivação, desejo ou mesmo possibilidade de escolher o Seixal.
As escolhas individuais condicionam o mundo e os rumos.
Será que queremos ser um dos 60% de eleitores que não se importa com o sítio onde vive e trabalha?
Pedro Filipe Tomás
Economista
PSD Seixal
JSD Regional de Setúbal














