Saltar para o conteúdo
Quotidianos

É Proibido Deixar de Lutar!Por Jorge Manuel Taylor
Moita

Não sabemos muito bem o que estes senhores pretendem para o País, não sabemos muito bem o que estes senhores pretendem com estas medidas que não se sustentam… mas acreditamos que o POVO PORTUGUÊS não quer ver um país em que desordens ditem leis e governem os nossos destinos. BASTA.

4 min de leitura
É Proibido Deixar de Lutar! Por Jorge Manuel Taylor Moita

Por Jornal Rostos

O nosso apoio e apelo à participação nas iniciativas previstas para contestar as medidas de austeridade do Governo, é inevitável.

Estamos cientes que a manifestação de 15 de Março convocada pela CGTP-IN, como todas as outras formas de luta, será um monumental grito de revolta contra todas essas medidas que estão a empobrecer o País e os Portugueses, a agravar as desigualdades sociais, a semear a pobreza, a destruir a nossa economia, a fragilizar as funções sociais do estado e a sufocar o Poder Local Democrático.

Por vezes sentimos que o povo português é de difícil compreensão ao constatarmos algumas das suas escolhas para governar este País tão complexo.

Verificamos, também, que são alguns portugueses que se dizem contra governantes, políticos e entre outros decisores da causa privada ou pública, que se alheia dos factos, e o País vai estando nas mãos de quem governa contra o POVO. Porém, o POVO reclama outra governação. Assim sendo, é importante que o POVO se junte nestas formas de luta para manifestar o nosso descontentamento!

Não sabemos muito bem o que estes senhores pretendem para o País, não sabemos muito bem o que estes senhores pretendem com estas medidas que não se sustentam… mas acreditamos que o POVO PORTUGUÊS não quer ver um país em que desordens ditem leis e governem os nossos destinos. BASTA.

Há muitos motivos para se convocar uma manifestação, mas fazê-lo pelo bem comum é o trilho certo para que a falta de senso deixe de mandar neste país, onde se fazem leis que não percebemos do que estão a tratar e as imposições da troika que asfixiam cada vez mais o povo português.

Assim, passamos a enumerar vários motivos que merecem uma forte manifestação reivindicativa:

• Por salários e pensões dignos, contra o seu roubo total ou parcial e a redução permanente;

• Pelo pagamento dos subsídios de Férias e de Natal retirados;

• Pela segurança no emprego, contra a precariedade, os despedimentos e a redução brutal do número de trabalhadores das autarquias;

• Pelo pagamento justo do trabalho extraordinário, contra a escravidão e a exploração;

• Em defesa da gestão pública da água, do saneamento, dos resíduos sólidos, contra as privatizações.

• Pela remunicipalização dos serviços públicos locais e a aprovação de uma medida legislativa que permita a integração nos mapas de pessoal das autarquias dos trabalhadores com vínculo privado nas empresas municipais;

• Pelo Poder Local Democrático, contra a extinção das freguesias;

• Pela manutenção do horário de trabalho, contra o seu alargamento e a sua desregulamentação, quer com a adaptabilidade quer com os bancos de horas;

• Pela manutenção da ADSE e a melhoria dos benefícios que presta;

• Pela manutenção e melhoria dos direitos na doença, contra a redução do vencimento por doença.

São boas razões para a MANIFESTAÇÃO DE 15 DE MARÇO que nascem de um descontentamento generalizado, de um estado caótico que permite a corrupção do colarinho branco “seja em dinheiro” ou “em tachos”; que possibilita o estado deplorável em que vivem milhares de idosos e destrói cada vez mais a economia de milhares de famílias portuguesas, permitindo a continuidade da concentração da riqueza nas mãos de alguns.
A todos os PORTUGESES, mesmo aqueles que nunca participaram numa manifestação, que nunca estiveram numa acção de contestação no pós 25 de Abril, todos os trabalhadores, ou todos aqueles que estão sempre presentes quando se trata de reclamar e impor o bem-estar colectivo, PARTICIPEM. Fortaleçam a consciência de que cada um de nós pode alterar a situação se usarmos os nossos direitos de cidadania, participando e dando voz colectiva, não só a esta forma de luta como também a todos os outros protestos que possam vir a acontecer.
Porque não é este o caminho que queremos seguir, porque queremos um futuro risonho É PROIBIDO DEIXAR DE LUTAR.
É por tudo isto que na Sexta-Feira, 15 de Março, às 15 horas, VOU ao Marquês de Pombal, seguida de manifestação para o Ministério das Finanças.

Com “Os Verdes”, é possível mudar a política seguida por este governo, é possível combater estas políticas que têm levado ao empobrecimento do país, ao aumento do desemprego, à paralisação da economia portuguesa e à destruição do estado social.

Jorge Manuel Taylor
*Dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção