A Moral e a VidaPor Henrique Silva

Por Jornal Rostos
No meio de muitas interrogantes e expetativas, vao sucedendo paulatinamente, situaçoes que parecem definir um papel de trabalho ou uma rota, para um Futuro menos incerto.
Temos de estar de acordo que as coisas nao podiam seguir como estavam e que chegado um ponto muito baixo e ridicularisante, nao há outro remédio que inverter aquilo que na lógica, está errado, fora de sitio ou desabusado. Falar de Decadencia é pouco.
Contudo, neste momento, há acontecimentos – quase impercebíveis, que obrigam a essa inversao, a essa toma de consciencia, em via de levar a cabo retificaçoes e reformulaçoes em âmbitos sociais relevantes, diretamente relacionados com aquilo a que chamamos sem irracionalismos, a Moralisaçao da Vida.
Nada é estacionário nem permanente. O movimento é transformador, endógeno e exógeno. Ouso acreditar que sim existe e chegou.
Há um neorealismo de fato, apoderado, uma força latente, que supera Tudo. Uma força, que arrasta com ela as transformaçoes que a Vida nos exige temporalmente.
Estamos entrando numa nova fase, que aliàs, é totalmente compreensível e justificada pela transparencia e concreçao que os fatos exigem.
Podería dar-se o regresso a um movimento Moralisador generalisado, que devolva aqueles Valores, que se pensavam perdidos para sempre.
Tudo isso, porque já as Maiorías estao a chegar a um estado de intoleräncia e de violência implícitas, que reclamam a Prevençao, antes que remediar.
Todos estes Escandalos, todos estes extrabrutos que têm acontecido nestes tempos e de forma recurrente, nao só em Portugal, terao tido o benefício de exigir as devidas correçoes e mudanças conceituais e comportamentais, que parecem despontar.
Poderá ser um benefício Coletivo, que alcance um melhor entendimento e uma melhor lucidez entre países, uma melhor inteligibilidade entre pessoas, entre instituiçoes sociais, políticas, etc. E que tudo se reverta afinal, num melhor-estar; que possamos todos sentir-nos mais solidarios, mais utéis, e muito mais criativos e empreendedores, parte ativa na formaçao do saber, da espiritualidade e da riqueza subjacentes. O Eu pessoal, como o Eu coletivo têm a obrigaçao de acatar esta dinámica, que obriga a definir novas direçoes que diferenciem e definam novos Horizontes.
A Politica, a Justiça, a Coexistencia, o Respeito, a Solidaridade, a Transparencia, a Honrabilidade, devem ser, entre outros, os pilares fundamentais dessas Mudanças humanas. Tempos maquiavélicos, um passado para esquecer, em respeito das nossas inteligencias.
Henrique Silva
Abril – 2013.














