Injustiça Criada no Exame nacional de Português do 12º AnoPor Pedro Pinto
Barreiro

Por Jornal Rostos
Na qualidade de pai e encarregado de educação de uma aluna do 12º Ano que realizou hoje o Exame de Português da 1ª fase do Ensino Secundário, é com profunda indignação que constatei esta tarde que foi o próprio ministro da educação a introduzir um fator de discriminação negativo entre alunos da mesma turma e entre diferentes escolas do país, ao optar por dar às escolas orientações para que os alunos realizassem exame consoante a letra do alfabeto porque se iniciava o seu nome, uma vez que não havia condições para que todos o realizassem. Ao mesmo tempo, no final do dia, calendarizou o dia 02 de Julho como data substituta, dando a vantagem aos alunos que agora não realizaram exame de dispor de um intervalo de pelo menos cinco dias após o último exame da primeira fase, podendo dedicar-se neste período exclusivamente ao estudo desta disciplina.
Sabendo-se da importância que estes exames podem ter no futuro dos alunos do 12º Ano, onde uma ou duas décimas podem impedir a escolha do curso desejado, esta injustiça pode representar um drama na vida de algumas famílias.
Até parece que o Sr. Ministro tem conveniências pessoais e que as suas escolhas não são balizadas apenas pelo interesse público. Se a decisão de realizar nova prova em 02 de Julho fosse comunicada ontem, poderia a greve dos professores ter tido maior expressão, poderia ser mais desagradável para o Sr. Ministro mas todos os alunos teriam sido tratados com igual respeito.
Ao ministério da educação pede-se um mínimo de equidade. Permita que os alunos agora sujeitos a este exame possam usufruir da possibilidade de repetir o exame de português no dia 02 de julho sem qualquer penalização, limpando assim uma mácula que caiu sobre este exame.
17.Jun.2013
Pedro Pinto
Barreiro














