Mulheres e Participação AutárquicaPor Ana Santos
Barreiro

Por Jornal Rostos
Sempre que ocorre um ato eleitoral, lembro-me de uma grande Mulher, Carolina Beatriz Ângelo, cirurgiã e activista dos direitos femininos e que foi a primeira mulher a votar em Portugal, em 1911.
A presença das mulheres na vida politica tem implementado novas formas de quebrar os preconceitos e tem promovido profundas mudanças na sociedade. É entendimento que as mulheres têm uma importante contribuição para dar à política. As mulheres estão em maioria na sociedade, mas não estão assim representadas nos órgãos políticos e em lugares de chefia. Não é mais possível que um mundo em que homens e mulheres que compartilham as responsabilidades, os custos e os benefícios da modernidade, seja governado sem atender a esta realidade sócio-demográfica. Por isso, mais do que um direito, garantir a presença da mulher na vida política é um dever e um compromisso que a sociedade tem que assumir com o desenvolvimento social e com a melhoria das condições de vida.
A causa da igualdade é uma causa marcadamente socialista, com especial expressão no distrito de Setúbal onde sempre houve uma história de participação e de trabalho efectivo na defesa e na luta de uma maior representatividade feminina na sociedade.
Não se pode deixar de salientar algumas das marcas mais importantes pelas quais o Partido Socialista se debateu e se tem debatido, como seja a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, as quotas para a participação política paritária das mulheres, a modernização do direito da família, o combate à violência doméstica, entre outras. Hoje a participação expressiva das Mulheres nas listas de todos os partidos deve- se à lei da paridade que em 2006 veio exigir, que as listas tivessem uma representação efectiva de 33% de um dos sexos. Hoje no distrito de Setúbal, esta lei traduz-se num numero significativo de mulheres candidatas a Câmaras, ou de Mulheres a liderar candidaturas a Câmaras Municipais e Juntas de Freguesias.
É de enaltecer o empenho e dedicação de todas as Mulheres candidatas, seja através das candidaturas à Câmara, Assembleias Municipais ou Assembleias de Freguesia ou pela mera e simples, mas determinada, participação nas mais diversas acções de campanha.
É-lhes, assim, devida uma justa homenagem e reconhecimento!
Ana Santos
Membro do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas














