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Quotidianos

Mas eu não vou ignorar o meu olhar sobre a Ética na Politica actual.Por isso participarei em todas as Jornadas de Luta!
Por Jorge Manuel Taylor
Moita

Nesta conjuntura, supõe-se que qualquer Governo se propõe a melhorar a vida das pessoas, assumindo responsabilidades éticas, devendo para o efeito trilhar caminhos prudentes, transparentes e justos.
Assim, parece-me correcto que os membros do Governo, devam operar em sintonia com os princípios da ética, tendo como base os efeitos das suas condutas sobre a vida das pessoas.

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Mas eu não vou ignorar o meu olhar sobre a Ética na Politica actual. Por isso participarei em todas as Jornadas de Luta! Por Jorge Manuel Taylor Moita

Por Jornal Rostos

Não é meu apanágio escrever sobre coisas que não tenham a ver comigo, com coisas que não vivencio. Assim movido, e pelas razões que levaram a CGTP-IN a convocar a manifestação “Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta”, a acontecer no dia 26 de Novembro”, pela “Manifestação das Forças de Segurança de 21.11.2013, contra o Orçamento de Estado – 2014, convocada pela Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança“, e por ter presenciado numa Farmácia uma “Senhora Mais Velha”, perguntar ao farmacêutico qual era o medicamento mais barato que constava da receita, porque não tinha dinheiro para todos e queria levar o mais barato, inspirei-me para escrever sobre a ética política actual.
A gravidade da situação económica e social decorrente da actual crise, a Manifestação de 26 de Novembro, convocada, como disse, pela CGTP-IN, contra a política de austeridade que está a arruinar o país, a arrasar o emprego, os salários e os direitos sociais e a remeter, cada vez mais famílias para a exclusão social, a pobreza e a miséria, contra também o Orçamento de Estado-2014 que atinge os trabalhadores dos sectores privado, público e empresarial do Estado, os pensionistas da Administração Pública e do regime geral, jovens e desempregados, conjugada com a notícia de que o Secretário de Estado da Cultura, terá nomeado, um consultor de comunicação do PSD com uma remuneração equivalente à de um adjunto, ou seja, € 3.069,33 por mês, “empurra-me” para alguma reflexão sobre a ética na politica actual.
Fazer parte de um governo é uma função que directa ou indirectamente tem influência de peso sobre a vida do povo, neste caso concreto, dos portugueses.
Nesta conjuntura, supõe-se que qualquer Governo se propõe a melhorar a vida das pessoas, assumindo responsabilidades éticas, devendo para o efeito trilhar caminhos prudentes, transparentes e justos.
Assim, parece-me correcto que os membros do Governo, devam operar em sintonia com os princípios da ética, tendo como base os efeitos das suas condutas sobre a vida das pessoas.
Desta forma e analisando a notícia de que o Secretário de Estado da Cultura, eventualmente, nomeou um consultor de comunicação do PSD com a remuneração de € 3.069,33/mês, a contratação de três adjuntos, sete técnicos especialistas, duas secretárias pessoais, um chefe de gabinete, dez técnicos administrativos, três técnicos auxiliares e três motoristas, todos pagos pelo Estado, e analisando esta calamidade social em que vivemos, leva-me a concluir que este membro do Governo não agiu de acordo com ética politica, mas sim, de acordo com um certo interesse… É IMORAL!
Estes gastos a par da calamidade social a que me refiro, é algo que fere a sensibilidade pública. É impossível que estes, entre outros, gastos do Governo não sejam uma afronta aos vários motivos que merecem uma forte manifestação de protesto:
• O aumento do horário de trabalho dos trabalhadores da Função Pública.
• O aumento dos descontos dos aposentados, e não só, do Estado para o subsistema de saúde – ADSE.
• O corte na pensão de sobrevivência.

• Os salários e pensões indignos, o seu roubo total ou parcial e a redução permanente.
• A insegurança no emprego, a precariedade, os despedimentos e a redução brutal do número de trabalhadores das autarquias.
• O pagamento injusto do trabalho extraordinário, a escravidão e a exploração.
• A ameaça das privatizações da gestão pública da água, do saneamento, dos resíduos sólidos.
• A redução do vencimento por doença.
São condutas que os sucessivos governos têm praticado, que geram, sem dúvida nenhuma, a descrença e a revolta contra alguns políticos, porém, estou ciente que a manifestação de 26 de Novembro convocada pela CGTP-IN, como todas as outras formas de luta, será um monumental grito de revolta contra todas essas medidas que estão a empobrecer o País e os Portugueses, a agravar as desigualdades sociais, a semear a pobreza, a destruir a nossa economia, a fragilizar as funções sociais do estado e a sufocar o Poder Local Democrático.

É por tudo isso que todos NÓS, devemos, PARTICIPAR na Manifestação “ POR ABRIL – POR UMA POLITICA DE ESQUERDA E SOBERANA”. É nosso dever fortalecer a consciência de que cada um de nós pode alterar a situação se usarmos os nossos direitos de cidadania, participando e dando voz colectiva, não só a esta forma de luta como também a todas as outras jornadas de luta que possam vir a acontecer.

Por tudo isto, na Terça-Feira, dia 26 de Novembro, às 10 horas na Assembleia da República, é importante participar no “Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta” e às 15 horas na Acção de Protesto que se realiza na Moita, com concentração às 15 horas na Quinta do Matão.

VEM, PARTICIPA, juntos vamos lembrar ao Governo que tem de agir de acordo com a ética da responsabilidade, da transparência e da justiça social, tendo sempre em consideração as consequências das suas decisões sobre a vida dos portugueses.

Jorge Manuel Taylor
*Dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”

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