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Quotidianos

O meu prantoPor Jorge Fagundes
Barreiro

O meu pranto tem a dor
deste viver solitário,
pois a vida, sem amor,
não é vida, é um calvário;

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O meu pranto Por Jorge Fagundes Barreiro

Por Jornal Rostos

O meu pranto

O meu pranto é de saudade
de um tempo já passado,
tempo de felicidade
em que amei, e fui amado;

O meu pranto tem a dor
deste viver solitário,
pois a vida, sem amor,
não é vida, é um calvário;

Depois de tanto sofrer,
uma esperança, não perdida,
alimenta este meu querer
numa mudança de vida;

Nesse dia afortunado
-que não demore assim tanto-
ALGUÉM mudará meu fado:
virá enxugar meu pranto!

Jorge Fagundes
Barreiro, 22.08.2014

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