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Quotidianos

Inúteis são os meus olhosPor Mário Durval

Um poema que está quase a fazer quarenta anos...

1 min de leitura

Por Jornal Rostos

Para quê contar-te os escolhos
Que se me hão deparado
Se são inúteis meus olhos
Para te falar do passado:
Todo tão triste e sem cor
Passado morto p’ra mim…
Esqueci toda essa dor,
Esqueci tudo! Estou assim!

Estou assim, quase perdido
De louco! Como demente passei!...
De tudo fiquei esquecido,
Mesmo o amor que jurei.
Até esqueci os teus olhos
Que tanto amor me juraram.

Que os outros tenham troçado
Não me importo. Somente, porque troçaram?

Inúteis são os meus olhos
Para te falar do passado.

27/9/1966
Mário Durval

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