Um poema para AlinePedro Estadão
Partilho contigo um poema que trago comigo desde uma noite de copos em que afogámos as nossas mágoas, (lembras-te?).
Por Jornal Rostos
Kira,
Partilho contigo um poema que trago comigo desde uma noite de copos em que afogámos as nossas mágoas, (lembras-te?).
No dia a seguir voltou a nascer o Sol, como sempre e lancei no papel estas linhas a que chamei Unsui (núvem), e que dedico hoje à tua querida Aline e à nossa amizade de sempre.
Partilho a tua dor e declaro o meu pesar neste momento,
Pedro Estadão
Unsui
suaves são os lamentos
da água que se faz núvem,
alma que deixa o corpo
perde a forma e se indefine.
claros são os tormentos
da alma perdida jovem,
qual água que deixa o copo
quando entorna, sem destino.
a alma é como a água:
conforma-se à medida do vaso,
sobe ao céu na forma de núvem
volta a cair no piso raso
onde as matérias se únem,
esperando um dia o acaso
de evoluir e mudar
transmutar
não ter mais de voltar.
Pedro Estadão














