PalavrasAndreia Gonçalves

Por Jornal Rostos
Voláteis criaturas que dão tempero à vida.
Resguardam na pele as vibrações e os sentimentos.
Abrem-se sem medos, sem marca de egoísmo.
Dão-se a quem as quiser receber.
Oferecem-se, como enlevo que se encarna no toque de duas bocas.
Trazem na chegada um furacão de sentires.
E nunca partem.
Deixam atrás de si sempre o rastilho das memórias vivas, do que se sente a transbordar.
Ficam guardadas no papel, amarelecido pelo tempo, sem se perderem.
Ficam cravadas na alma.
E hoje esse vulto, que amadurece no interior do corpo, é celebrado.
As palavras vivas.
De Amor, de Tristeza, de Contestação, de Liberdade, de Alegria, de Celebração, de Partilha.
As palavras que, como um chamamento, se sabem compor nos versos dos Poetas
Dos homens e das mulheres que têm dentro de si “um astro que flameja”
Dos homens e das mulheres que sentem a respiração do mundo
E que a respiram em gritos de palavras, sinfonias que dão cor ao mundo.
Andreia Gonçalves














