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Quotidianos

SOLVE ET COAGULAPor Abdul Cadre

in
MONO DA TINTA
- Revista Galega de Creación
Nº 2 - Outono de 1987

1 min de leitura

Por Jornal Rostos

SOLVE ET COAGULA

Vou como peixe
em voo de águas
no ígneo ovo solar
da madrepérola que fui

Em asas de fogo
só me existo por dentro
no indizível segredo
que apenas se desfaz
por haver vozes e ecos

Orvalho que persista
nas pétalas de manhãs claras
é impotência de asas
que me cinzam
nos coágulos do tempo

Quando me não existo
atravesso manso
qualquer rua da cidade.

Abdul Cadre

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