Saber a MarPor João Pedro

Por Jornal Rostos
Saber a Mar
Abraça-me gelado, aquece-me a alma,
irrelevante se tenho medo ou desejo,
só peço que sejas meu aliado
se é dentro de ti que me revejo.
Uma valsa molhada, tornado de calma...
Dás-me alegria, eu devolvo em paixão
e, por momentos, a tristeza é algemada
no bailado da tua imensidão.
És fígado na minha vida,
Mar do meu organismo.
Por ti evitei a recaída,
contigo fugi do abismo!
Aceitaste-me como viciado,
já nem reparo no teu aspecto,
é onde me sinto mais abrigado
neste templo que não tem tecto.
Vais fazer parte do meu mundo
até se cansarem que eu viva,
amando até a Mulher mais bela,
para sempre serás a minha diva.
João Pedro
4/7/2008














