Dois dedos de escritaPor Pinto Paulo
Sentir que não consigo (e não é possível),
Neste tempo difuso e pequeno,
Em frente a um teclado
Responder à pergunta nobre
– o que fazer nesta situação diletante?
Neste tempo difuso e pequeno,
Em frente a um teclado
Responder à pergunta nobre
– o que fazer nesta situação diletante?
Por Jornal Rostos
Sentir que não consigo (e não é possível),
Neste tempo difuso e pequeno,
Em frente a um teclado
Responder à pergunta nobre
– o que fazer nesta situação diletante?
Que tudo é delírio incómodo,
Que tudo me incomoda
E agrada no mais cómodo adormecer,
É tão sentido em mim
Que não quero mais sentir.
E que estou atrapalhado
Para digitar em teclas brancas inconsequentes.
E que sou tão imperfeito
Neste escrever moderno...
Que por vezes me deleito
Neste abecedário baralhado,
Ao jeito d´ alguém que pensa
Que as letras da palavra AMOR
Deviam estar juntas nesta confusão.
E que esta dor não é pouco
Nem incomoda muito
E não chateia nada.
Apenas abre uma estrada
Num deserto verde à beira de mim,
Ó sentir infame e vespertino!
Ó contumácia desmedida!
Que me deixa como um hino,
Nesta loucura de Pessoa e outros que tal!
E no fim da página,
E mortas tantas horas,
Não mais em tantos me vou partir
Nesta bela e rude prosa!
Neste tempo difuso e pequeno,
Em frente a um teclado
Responder à pergunta nobre
– o que fazer nesta situação diletante?
Que tudo é delírio incómodo,
Que tudo me incomoda
E agrada no mais cómodo adormecer,
É tão sentido em mim
Que não quero mais sentir.
E que estou atrapalhado
Para digitar em teclas brancas inconsequentes.
E que sou tão imperfeito
Neste escrever moderno...
Que por vezes me deleito
Neste abecedário baralhado,
Ao jeito d´ alguém que pensa
Que as letras da palavra AMOR
Deviam estar juntas nesta confusão.
E que esta dor não é pouco
Nem incomoda muito
E não chateia nada.
Apenas abre uma estrada
Num deserto verde à beira de mim,
Ó sentir infame e vespertino!
Ó contumácia desmedida!
Que me deixa como um hino,
Nesta loucura de Pessoa e outros que tal!
E no fim da página,
E mortas tantas horas,
Não mais em tantos me vou partir
Nesta bela e rude prosa!














