OutonoPor Maria Clarinda
Consulto sempre o vosso jornal, como gosto de ler e escrever dedico especial atenção ao espaço “canto dos poetas” e assim, em resposta ao vosso convite, envio um poema de minha autoria a fim de partilha-lo convosco e com todos os que, como eu, também apreciam a poesia.

Por Jornal Rostos
Outono
Pleno Outono! O vento uiva, a noite cai...
Folhagens em constante rodopio
E o Céu, negro de breu, triste e sombrio
Num mar d’imensas lágrimas s’esvai...
A tormenta, que o meu peito contrai,
E esta angústia, este medo, este vazio
E este profundo abismo escuro e frio
D’algum Bem que houver na vida me abstrai...
Nem a rútila chama, entre os murais
Da lareira, ondulando em espirais
M’ilumina, aquece ou tão pouco inflama…
Chora o Céu seus dilúvios sazonais
E choro eu minhas mágoas outonais
Enquanto a Vida foge e expira a Chama...
Maria Clarinda
8 de Dezembro de 2008














