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Quotidianos

O Apregoar da CidadePor ARFER

Poema da cidade...

1 min de leitura

Por Jornal Rostos

O Apregoar da Cidade

Na Lisboa de outro tempo
Ecoavam os pregões
Eram sons com sentimento
Que eram como poemas
Transmitidos em canções.
Vendedeiras, vendedores
Pelas ruas da cidade
Iam espalhando seus cantos
Que recordo com saudade.
O cauteleiro, a varina
A mulher da fava rica
No beco, na rua ou na praça
Iam deixando os seus cantos
De Alfama até à Graça.
Era o homem das castanhas
Que perfumava a cidade
No Outono, ao fim da tarde.
E um POVO que sonhava
Apregoar LIBERDADE.
A LIBERDADE que um dia
O mês de Abril viu chegar
Aquela que o POVO queria
E que tanto o fez sonhar
E que em MAIO no primeiro dia
O trouxe à rua a CANTAR.

ARFER

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