Três poemasPor Álvaro Giesta
Dedicados à Luna Pensativa
Por Jornal Rostos
Poema 11
Sim,
eu!
Tenho a consciência
trágica
que a felicidade não é mais
do que um círculo fechado
que acaba
onde a esperança nasceu.
Ou talvez seja
uma linha recta
infindável
sem princípio nem fim
que o Homem traçou
porque quis
defecável
e ruim.
Poema 18
Gesticularam ventos intemporais
em sumidos risos
de sol ardente.
Dissolveu-me
o dissuasor silêncio de Deus
num ritmo alucinante.
O sol que prometeu nascer
nos céus
tal qual a lei universal impõe,
andou sempre perturbado
e dele esquecido
Deus.
Poema 24
Amo a vida terrena
e tudo o mais abomino.
Com os meus sentidos todos
alerta
não dou o meu corpo como escravo
nem ao divino
nem ao diabo.
Tenho orgulho no que sou
mas à cautela,
não me vá trair a certeza.
Jogo sempre pelo seguro
do que há na Terra
que o Céu é incerteza.
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Alvaro Giesta
http://www.alvarogiesta.com/
Alvaro Giesta é Cônsul dos Poetas del Mundo no Barreiro
http://www.poetasdelmundo.com/paises_europa.asp?IDPaises=170
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_europa.asp?ID=662














