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Quotidianos

À MEMÓRIA DO AIRESPor Isaurindo Abegão
Setúbal

Fiz este poema à memória do nosso comum e saudoso Amigos Aires de Carvalho.
Penso até que, nesta hora, vale pela sua existência.

2 min de leitura
À MEMÓRIA DO AIRES Por Isaurindo Abegão Setúbal

Por Jornal Rostos


À MEMÓRIA DO AIRES

Amigo. Lá onde estiveres
Curvo-me à tua memória
Resguardo-me na saudade
Da tua Amizade.
Não olho, nem nunca olhei,
Aos teus defeitos, teus vícios, teus erros,
Mas, revejo-me nas tuas imensas virtudes,
E qualidades.
No exemplo do teu querer.
Do que me disseste antes de partir, de morrer.
Afinal não era, não foi, não é, história !!!
Eram sábias palavras, desse teu saber,
Foram presságios duma verdade que tu,
Tu próprio previas,
Que tu próprio temias.
Daí a tua luta, que coroaste de forma astuta,
E cujo fim, os desígnios atingiste.
Mais tivesses, mais darias à tua cidade amada,
Barreiro assim chamada,
Que era a tua noiva querida,
Nessa luta conseguida, ao Barreiro te dedicaste,
E se melhor não fizeste … pelo menos falaste.
E de tudo o que tiveste,
Tudo perdeste, tudo deste,
Aos muitos que agora não se lembram,
Do tanto que lembrar deviam.
Por tal nada temam,
Como eu !!!
De lembrar aquele que mereceu,
No seu ideário, na sua luta,
O Barreiro !!! Sempre o Barreiro por disputa.

Honra à Memória do Aires … Aires de Carvalho.

Isaurindo Abegão
Setúbal, 30.08.2010

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