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Quotidianos

Na fome do beijoPor Alvaro Giesta

Um poema que recorda...Quando ao peito te aperto a sombra...

1 min de leitura
Na fome do beijo Por Alvaro Giesta

Por Jornal Rostos

Na fome do beijo

No outro lado do mundo
tu
inteiramente ávida de prazer.
Gruta virgem esquecida nua
à luz da noite apagada
numa vertiginosa ânsia fria e crua.

Quando ao peito te aperto a sombra
de encontro ao meu esquecida
sinto os meus dedos que agarram o espaço
vazio
do teu corpo irrevelado.

Arrefecem-me os sentidos
porque te sinto eternamente morta
na distância inalcançável
e intemporal
do limite do tempo.

Fora de ti existes tu
e o mundo
e a esplêndida violência do teu cio
por nascer.
O teu regaço, quando quer, destrói o poema
e a luz do beijo inocente e puro
e o hálito
e o perfume da alma no primeiro sorriso.

As estrelas testemunham a minha loucura…
Na carne e no tempo que perdi
as mãos sustêm a fome
e dormem no silêncio da fonte
que lateja de prazer.

Álvaro Giesta

http://www.worldartfriends.com/pt/users/alvarogiesta
http://www.alvarogiesta.com/

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