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Quotidianos

Lugar da ilusãoPor Paulo Pinto

Mais um poema para o "rostos"

1 min de leitura
Lugar da ilusão Por Paulo Pinto

Por Jornal Rostos

Lugar da ilusão

Leio o sabor de outros,
Poesia desvairada, nem tanto, ou até sublime,
E vejo algum véu de inspiração
No meu antro subtilmente adormecido.

Vem, então, coisa rara, espevitada,
À branda face do meu ser,
Uma luz anil que mata brechas,
Juntar meus elos perdidos no tempo!

Sabor agridoce, flor de sal,
Temperança do caminho a percorrer,
Volta precisa de um cravo,
Vem ter comigo de quando em quando!

Minha base, essência, aroma,
Fronte da minha razão,
Vem devagar, mas sem demora,
Entoar quimeras, cantar ilusão!

11 Junho 2011
Paulo Pinto

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