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Quotidianos

Nosso fadoPor Manuel Alpalhão
Barreiro

E agora
O nosso fado
É forjado
Nas "letras" e na "música"
Dos bancos mundiais...

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Nosso fado Por Manuel Alpalhão Barreiro

Por Jornal Rostos

Nosso fado

Agora
Que o fado foi
Considerado
Património imaterial
Da Humanidade,
Cantemos
até que a voz nos doa
P´las ruas de Lisboa
Esta saudade
Do tempo
Da velha guarda:
Ercília, Marceneiro,
Hermínia, Berta e Lucília,
Ramos, Maurício e Farinha,
Tristão, Matos e Amália,
Saudosa Amália!
E agora
O nosso fado
É forjado
Nas "letras" e na "música"
Dos bancos mundiais;
Pertença de urubus
Com lágrima furtiva,
Ausente o coração.
Sem amor,
Sem o perdão.
Que já não volta mais.
Ou não?

Manuel Alpalhão
Dezembro de 2011

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