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Quotidianos

BARREIRO - À Manuela Fonseca( Uma variação sobre o teu poema cancro)

A minha amiga e «irmã» Manuela Fonseca escreveu um poema intitulado «Cancro» que foi editado, aqui, no jornal Rostos on line.
Após a sua leitura, decidi escrever - "uma variação sobre o teu poema cancro" - para lhe dedicar. Não era para publicar. Era só para ela. Mas ela insiste que seja editado. Aqui fica, portanto, neste dia do 11º aniversário do Rostos on line, para o qual ela, ao longo de anos, tem dado um grande contributo no enriquecimento dos seus conteúdos.
Para ti, publicamente, aqui fica, com esta dedicatória, a uma heroína da vida e da luta pela vida.

2 min de leitura
BARREIRO - À Manuela Fonseca ( Uma variação sobre o teu poema cancro)

Por Jornal Rostos

À Manuela Fonseca
( Uma variação sobre o teu poema cancro)

Uma vertigem aguda bate no teu peito
terror incrédulo, mente exaurida,
marcada nessa flor de pólen desfeito!

Uma dor no silêncio, dor no fundo,
do fundo, dos nervos da vida,
que faz sentir as dores do mundo!

Exames sofridos, exames cansaço,
exames esperança, energia renascida,
em palavras que florescem no regaço!

Recidiva temida no maior desespero,
recomeço magoado, alma ferida,
grita, clama amar a vida eu quero!

Dia singular feito de esperança,
no mistério da mão erguida,
de quem luta sempre alcança!

Luta de todos profissionais,
cuidadores de vontade mantida,
todos por um e nunca são demais!

Combate desigual de gente militante,
com ânimo de novo, fé sentida,
um dia, outro dia, sempre por diante!

O sol talvez brilhe em pesquisa dobrada,
uma alegre surpresa bem sustenida,
que dá vida à vida, que renasce iluminada!

Cancro dói em toda a sua dor, turbilhão,
dor amarga, cada dia sempre vencida,
no amor que colocas no viver com paixão!

António Sousa Pereira

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