Nas minhas mãosPor Maria Jorgete Teixeira
Barreiro
quem poderá cortar a minha esperança?
quem poderá matar-me a liberdade?
quem poderá matar-me a liberdade?

Por Jornal Rostos
Nas minhas mãos
Nas minhas mãos nascem bandeiras
como pombas rubras que no ar volteiam
desfralda-se a voz que vem de longe
na minha boca onde cravos se incendeiam.
inquietas palavras, vivas, obscenas
como punhais se espetam nos muros da cidade
acordam multidões ululantes que esculpem
o dia que há-de vir em vagas de vontade.
quem poderá conter a minha raiva?
quem poderá prender o grito que arde?
quem poderá cortar a minha esperança?
quem poderá matar-me a liberdade?
Maria Jorgete Teixeira














