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Quotidianos

SONHOS DE PORCELANAPor Mecinha

A Mecinha enganou-se no poema. AS TUAS MÃOS são da minha priminha Floribella. Este SONHOS DE PORCELANA, que mando agora, é que é da "Mecinha".

1 min de leitura
SONHOS DE PORCELANA Por Mecinha

Por Jornal Rostos

Enquanto a noite dorme
A ti, negra senhora,
Entrego o meu pranto
E em teus braços morro.

Entrego-me ao silêncio
Que adormece os sentidos,
Neste jardim transparente
Em que te encontro e renasço.

Mergulho em cada bruma
Onde o sonho é secreto
E os versos rasgados
Sem forma, nem espaço.

Afago o tempo e morro
Em cima da própria morte.
E procuro nas vielas escondidas,
Das memórias silenciosas,
Os sonhos de porcelana.

Mecinha

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