Carta ao DirectorUma ideia para o Mercado Municipal do Montijo
O mercado municipal do Montijo encontra-se à data em remodelação (física), sendo crucial que o novo mercado seja bem mais do que um novo edifício com supostas valências adicionais.

Por Jornal Rostos
Muito Bom Dia.
Exm(s). Sr(s).,
No âmbito do projecto “Todos queremos um bairro melhor”, promovido pela EDP e pela Revista VISÃO, propus a ideia abaixo exposta, para o nosso Mercado Municipal do Montijo.
A ideia foi agora aprovada e acaba de ser colocada a votação no site abaixo indicado.
https://comunidade.edp.pt/
Nesta fase de votações será decerto crucial, para além do envolvimento da Câmara Municipal, Assembleia Municipal, Juntas de Freguesia, Associações, outros atores locais e munícipes em geral, divulgar a ideia.
Assim sendo, solicito os bons ofícios de V. Exªs., no sentido de promover e dar a conhecer a ideia-base, com vista a podermos angariar uma votação expressiva para um projecto da região.
Atenciosamente
João Barreta
MERCADO MUNICIPAL DO MONTIJO - DO BAIRRO À CONQUISTA DA CIDADE !
Objetivos
O mercado municipal do Montijo encontra-se à data em remodelação (física), sendo crucial que o novo mercado seja bem mais do que um novo edifício com supostas valências adicionais.
O objetivo principal da presente proposta passa por dotar o mercado municipal, ou melhor a sua gestão, de um instrumento/ferramenta de planeamento e gestão que permita, também, ao equipamento comercial fazer face (desejavelmente, superá-la) à concorrência comercial (e não só!) que lhe é movida pelas médias e grandes superfícies instaladas no concelho.
Para tal, a ideia passa pela "construção" (e futura implementação) do mapa estratégico do mercado municipal (assente na metodologia do Balanced Scorecard - BSC). As potencialidades de um tal instrumento, são diversas e desde que devidamente assumidas são suscetíveis de introduzir melhorias em vários campos, inclusive do ponto de vista da vivência da própria cidade, por parte de residentes e visitantes, clientes ou não do mercado municipal.
Descrição
A criação do instrumento/ferramenta BSC para o mercado municipal requer um faseamento de todos os trabalhos que será necessário desenvolver, a saber, fase de preparação, fase de desenvolvimento e fase de desdobramento.
Grosso modo cada uma destas fases requer a realização de reuniões restritas (por exemplo, com a Presidência da autarquia ou Vereador responsável pelo pelouro), sessões alargadas (com Técnicos e outros colaboradores da autarquia), sessões temáticas (com operadores/comerciantes do mercado municipal), outras sessões com estruturas associativas locais, munícipes e outras entidades tidas como relevantes, entre outras.
Nas fases mais "avançadas" - desenvolvimento e desdobramento, serão constituídas equipas de trabalho "mistas" (responsável pelo BSC, autarquia, associações, operadores/comerciantes, munícipes, etc..., que apresentarão relatórios de trabalho a ser objeto de discussões alargadas e sessões alargadas e abertas à participação dos cidadãos locais).
Em suma, a ideia só será possível de executar caso haja , de facto, disponibilidade e envolvimento, em primeiro lugar da autarquia e da comunidade local (operadores/comerciantes do mercado municipal, principalmente) e depois de toda a comunidade local (associações e munícipes).
Benefícios
De acordo com as perspetivas "previstas" na metodologia inerente ao BSC, designadamente, "Clientes", "Processos", "Desenvolvimento/Aprendizagem" e "Financeira", a "espelhar" aquando da construção do mapa estratégico do mercado municipal, serão visíveis e devidamente percecionados os objetivos estratégicos (por cada uma das perspetivas), as medidas (indicadores), o nível de performance "desejável" e as iniciativas concretas a desenvolver para tal efeito.
Os benefícios da ideia serão, em suma, a adoção de práticas de planeamento e gestão aplicadas a um equipamento (municipal) que vem enfrentando um dilema que oscila entre assumir que se trata de um espaço municipal (de propriedade pública) que "abriga" dezenas de unidades de negócio de carácter privado ou assumir (e rentabilizar) a gestão de um espaço nobre localizado no centro da cidade com inúmeras potencialidades ao nível da dinamização do centro histórico da localidade, incluindo o recurso a usos complementares/alternativos à mera utilização comercial de carácter mais "tradicional".
João Barreta














