Carta ao Director - BarreiroLimpeza da Praia do Bico do Mexilhoeiro

Por Jornal Rostos
Caro Diretor
Exponho a seguinte situação que, por a entender relevante e de interesse para a comunidade, gostaria de ver difundida no seu Jornal na secção onde melhor entender enquadrá-la.
Junto também fotografia.
Obrigado.
Lavradio, 3 de Maio de 2016
Álvaro Branco
Limpeza da Praia do Bico do Mexilhoeiro
No passado dia 1 de Maio, participei numa atividade promovida Pelo Clube Naval Barreirense, no âmbito das comemorações do seu 91º aniversário. Uma atividade que contou com a parceria de várias entidades, entre elas uma farmácia do Concelho que promoveu, simultaneamente, a sua caminhada anual.
Entre Caminhada, Yoga na praia, experiências de Paddle, de Kitesurf e de Remo de Mar, foi uma agradável jornada em que dezenas de pessoas tiveram a oportunidade de desfrutar das margens do rio Tejo, ali na sempre tão propalada e dita única “varanda para Lisboa”. E o tempo até ajudou!
Foi também a oportunidade de testemunhar a vitalidade de um Clube quase centenário que, apesar de todas as dificuldades se esforça, com muita carolice e empenho de dirigentes, sócios e amigos, para a realização destas atividades. Com pleno sucesso, diga-se!
Pena que a praia do Bico do Mexilhoeiro, onde se desenrolaram as atividades de Kitesurf e Remo de Mar estivesse tão suja com toda a espécie de dejetos, para além de “barcos de recreio”, sem qualquer matrícula ou identificação (?), anarquicamente espalhados pelo areal e pela margem.
Facto que não deixou de ser notado, pela negativa, por quem participou nas atividades, entre eles, vários estrangeiros que demandaram o local para praticarem Kitesurf. Havia franceses, uma polaca, um cabo-verdiano, um samoano (isso mesmo, de Samoa)...
Era voz corrente entre os praticantes e instrutores que, para além da óbvia má imagem, todos aqueles dejetos e barcos espalhados pelo areal e pela margem constituem um enorme risco para a saúde e integridade física dos praticantes e para os equipamentos que, diziam, são bastante caros. De resto, eu próprio sofri um pequeno acidente num pé. Coisa pouca, felizmente!
Já o espaço de futebol de praia, qual oásis, estava imaculadamente limpo. Dizia alguém, frequentador regular do local, que terá sido limpo pela Autarquia recentemente.
Não sendo grande adepto, não tenho qualquer presunção para com o Futebol e o de praia em particular. Faz a autarquia muito bem em limpá-lo e mantê-lo em condições condignas de utilização. Até porque foi um investimento que importa “rentabilizar” (socialmente, claro!).
Só não se entende o porquê de se limpar um retângulo de areia e se deixar tudo o que o circunda naquela imundície. Para além disso, de que servirá limpar o retângulo do Futebol de Praia se o lixo que o circunda acabará por o sujar novamente? Um campo de Futebol de Praia é uma mais-valia. Sem dúvida! Mas não será razoável tratar também da área que o circunda?
Para além de também não se entender como se permite que se espalhem “barcos de recreio” sem qualquer critério ou ordenamento. Tanto mais que o assunto, pelo que também ouvi no local, é motivo de falatório recorrente e certamente não será do desconhecimento dos responsáveis municipais.
Quando tanto nos esforçamos e multiplicamos em retóricas e debates sobre que medidas tomar para “dar a volta” à reconhecida decadência do Barreiro, seria interessante estar atento a estas coisas bem concretas e factuais em vez de se andarem a anunciar, dia sim, dia não, quimeras futuras.
Afinal a vida – também da cidade – faz-se de pequenas coisas!
Quem de direito, vejam lá se tratam disto!
Álvaro Branco














