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Quotidianos

Carta ao DirectorSIMPLESMENTE MAQUIAVELICO

O mais triste desta desalmada acção foi ter sido praticada por responsáveis ligados à Junta e ao desporto no Barreiro, moradores nas proximidades do campo desportivo. Curiosa é a alegação tragicómica de que não podiam dormir com a gritaria que os jovens praticantes exteriorizavam nas manhãs de sábado e domingo.

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Por Jornal Rostos

Terrorismo!

Clamam os cidadãos da freguesia de Santo António da Charneca, sobretudo os das áreas habitacionais da Quinta do Visconde, Quinta dos Amassadores, Quinta do Pinhal do Duque e outras mais contra a fúria destruidora, criminosa e absolutamente ilegal de franco-atiradores que a cobertos do anonimato privaram dezenas de jovens estudantes e trabalhadores de poderem continuar a utilizar um campo desportivo construído pelos habitantes com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro.e da Junta de Freguesia.

As fotografias mostram a ruína de um campo desportivo destruído com os destroços dos muros espalhados pelo campo impedindo eficazmente que mesmo sem muros de protecção não voltasse ali a exercer-se mais nenhuma actividade.

O mais triste desta desalmada acção foi ter sido praticada por responsáveis ligados à Junta e ao desporto no Barreiro, moradores nas proximidades do campo desportivo. Curiosa é a alegação tragicómica de que não podiam dormir com a gritaria que os jovens praticantes exteriorizavam nas manhãs de sábado e domingo.

É claro que não se trata de um campo de futebol onde caibam vinte e dois jogadores e centenas de adeptos a se manifestarem, mas um pequeno campo desportivo igual a muitos outros existentes entre blocos de prédios no Barreiro A diferença é que este está situado ainda longe das primeiras moradias ali existentes e num terreno descampado

Mas será mesmo realmente este o motivo? Não será, dizem os cidadãos, uma premeditação para abusivamente virem a ocupar aquele espaço e destina-lo à construção, para amenizar os custos com o projecto de urbanização em curso?

Seja o que for que motivou aquela vergonha, o certo é que foi cometido um crime público, que a autarquia actue de imediato mandando processar os autores do vandalismo para que sejam punidos Cenas como a do campo desportivo não podem ficar impunes, senão por comodismo e inércia.

Eugénio Pereira

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