Carta ao DirectorParabéns Aires - Ganhaste mais este combate
Por Jornal Rostos
Caro Sousa Pereira,
Se puder, agradeço-lhe a publicação do texto que lhe envio em anexo.
Parabéns Aires - Ganhaste mais este combate
A construção da terceira travessia do Tejo no corredor Barreiro-Chelas é uma vitória da vontade dos Barreirenses que há quase duas décadas têm vindo a defender esta solução como motor de desenvolvimento da Península de Setúbal e de criação de uma Lisboa com duas margens.
De entre todos aqueles que defenderam esta solução deverá no entanto destacar-se o meu falecido camarada Aires de Carvalho.
Destaco-o com a justiça e a legitimidade de quem acompanhou a sua luta incessante na defesa da construção da ponte que agora se anuncia.
O Aires esteve na linha da frente da defesa da solução Barreiro-Chelas aquando da decisão do Governo PSD, e do Ministro Joaquim Ferreira do Amaral, que “roubou” ao Barreiro a Ponte Vasco da Gama. Foi uma luta difícil e muitas vezes solitária, contra o apoio do PSD à solução Montijo e o silêncio da CDU que quis ficar bem com barreirenses e montijenses e dessa forma acabou a prejudicar os interesses dos Barreirenses e da Área Metropolitana de Lisboa.
Quando o Governo PSD escolheu o Montijo para a construção da Segunda Travessia do Tejo, e quase todos se resignaram, o Aires continuou a sua luta e pressionou internamente o Partido Socialista Nacional para recuperar o projecto Barreiro-Chelas na perspectiva da construção de uma Terceira Travessia.
Quando em 2000 o então ministro do Equipamento Social, Jorge Coelho, nomeou uma Equipa de Missão para estudar a hipótese de construir uma terceira ponte entre o Barreiro e Chelas, ao Aires essa medida se deve em grande parte por não ter permitido que esse sonho dos Barreirenses morre-se e caísse no esquecimento, tendo inclusive trazido o então ministro a um périplo pelo Barreiro no sentido de o sensibilizar para a importância estratégica da construção de uma Terceira Travessia do Tejo. Lembro-me bem de ter estado com o Aires e o Jorge Coelho junto à Piscina Municipal e da forma como habilmente era transmitida pelo Aires a relevância regional desta ligação e do seu significado para o Barreiro e para os Barreirenses.
Por ter sempre acreditado e lutado pela construção da ligação rodo-ferroviária entre o Barreiro e Chelas, por nunca ter permitido que o PS Barreiro largasse essa bandeira, por ter pressionado e “chateado” os responsáveis políticos nacionais com poder de decisão nesta matéria, por ser acima de tudo um Barreirense consciente da vontade dos seus concidadãos e das suas necessidades, o Aires merece ser lembrado nesta hora de euforia por mais uma conquista importante para o Barreiro e para Portugal.
Parabéns Aires!
Ganhaste mais este combate amigo!
Luís Carlos Santos














