Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Carta ao DirectorDia Nacional dos Avós

Minha Mãe, merece que a data de 26 Julho, jamais seja uma simples lembrança dos mais diversos programas...(nunca antes existiram em lado algum).
É necessário e muito preciso que conforme o dizia,somos encarados como factores de transmissão cultural, depositários da história familiar e como elo de ligação entre o passado e o futuro.
Somos portadores da sabedoria dos costumes, lendas e tradições.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Exmo Director

Cinco anos são passados desde que a data de 26 Julho foi oficializada pela Assembleia da Republica Portuguesa.
Ana Elisa do Couto, natural de Penafiel (1926/2007) falecida em Novembro, enveredou uma longa caminhada traduzida em luta durante quase 17 anos para que os Avós no nosso país tivessem um dia a si dedicado.
Muitas canseiras em suas deslocações à RTP/Norte (foi o início) Rádio Renancença (s/grande amiga D.OLga), dirigir-se aos mais diversos periódicos (jornais e revistas) os quais muito a ajudaram, reuniões com entidades políticas e eclesiásticas, as quais am algumas ficava desanimada.
Contudo lá surgia uma mensagem ou convite para desenvolver o seu ideal... jubilava.
Apesar de já de festejar à alguns anos a data em muitos locais no país e estrangeiro, junto das comunidades portuguesas que ela visitava, sofreu algumas decepções.
Nunca abdicou da sua ideia. Enviava o "processo" de intenções a tudo e todos.
Entre algumas distintas personagens do mundo, escreveu a SS.João Paulo II, Dr. Freitas do Amaral (ONU), cantor Julio Iglésias, D.Sofia Mello Breyner etc.. Destes referenciados recebeu do Vaticano, através do Núncio Apostólico uma admirável e calorosa mensagem de incentivo. Sempre foi atendida nesses contactos, recebendo elogios e força.

Possui no seu arquivo, (até seus rascunhos guardava), centenas de fotos com as mais diversas figuras publicas do nosso país e algumas estrangeiras.
Tinha veia de poetiza. Nas suas conferências, comentários jornalísticos como nos seus rascunhos, dedicava os seus poemas a tudo que admirou no mundo.

Quando nas suas leituras gostava duma frase, um qualquer tema literário, reportagem ou algo que lhe despertasse atenção, logo rasgava e colocava nas suas pastas. Usava-as para partilhar, desse modo, a sua luta pelo seu ideal, um ideal que expressava numa frase muitas vezes repetida: Olhar com amor a nossa missão de ordenar os valores, leva-nos ao fundo imenso de um trabalho de ordenação humana que por sua vez caracterizará a imortalidade das miríticas palavras: Os meus Avós!

Minha Mãe, merece que a data de 26 Julho, jamais seja uma simples lembrança dos mais diversos programas...(nunca antes existiram em lado algum).É necessário e muito preciso que conforme o dizia,somos encarados como factores de transmissão cultural, depositários da história familiar e como elo de ligação entre o passado e o futuro. Somos portadores da sabedoria dos costumes, lendas e tradições.

Quando a data foi consagrada pela Assembleia da Republica, Maio de 2003, minha mãe sofreu um AVC. Todavia na sua plena consciência de obra realizada em memória aos seus avós que tanto adorou, numa entrevista dada, onde procurou dar os agradecimentos a quem muito a ajudou, C.M.Penafiel, Dra.Ana Manso (Vice-Presidente da bancada parlamentar do PSD, Dr.Freitas do Amaral, Padre Vitor Melícias, Bispo Auxiliar do Porto - D.João Miranda, referenciou que valeu a pena lutar arduamente durante quase 17 anos pois conseguiu os seus intentos que eram dar luz à realidade da vida que já na altura se envolvia.

É preciso, muito necessário, defender a familia por ser a pedra básica da civilização.
Aos jovens netos dizia-lhes:
Amai os vossos avós porque eles também amaram muito os vossos pais.
Ben hajam os Avós do meu Portugal e do Mundo.

A.J.Couto Faria.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção