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Quotidianos

Carta ao DirectorFicaria muito desapontado se não estivéssemos apenas perante uma aceitável gralha jornalística

“Acho que esta questão é profundamente política e dou uma resposta política. A resposta política acaba de ser dada. Eu também sou militante do Partido Comunista Português”.
Ou existiu, inadvertidamente, algum equívoco ou omissão na reprodução da supracitada declaração?

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

Estimado director de o “Rostos”,

Aproveito desde já a oportunidade para lhe estender um fraterno e amigo cumprimento.
Ao longo dos últimos anos, o Rostos tem marcado a vida do nosso concelho de diversas formas, de entre estas, destacaria a visibilidade que confere aos acontecimentos políticos da nossa terra, contribuindo indiscutivelmente para o esclarecimento dos nossos concidadãos.

Dirijo-lhe esta carta para que, se possível, me esclareça em relação à exactidão de um excerto da rubrica “Conversa de dois minutos”, datada de 3.9.2008, que me causou a maior perplexidade. Refiro-me, mais especificamente, à resposta do vereador Joaquim Matias, quando convidado pelo Rostos a comentar o facto “de ser acusado de ser responsável por não ter avançado, atempadamente, a candidatura relativa ao QREN”.
De facto o Vereador em apreço respondeu a esta grave acusação afirmando que:
“Acho que esta questão é profundamente política e dou uma resposta política. A resposta política acaba de ser dada. Eu também sou militante do Partido Comunista Português”.
Ou existiu, inadvertidamente, algum equívoco ou omissão na reprodução da supracitada declaração?

E para que fique claro, o que me leva a questionar a precisão na reprodução destas afirmações prende-se, não com qualquer juízo de valor em relação à fiabilidade das peças jornalísticas de o “Rostos mas, ao invés, por não me ser concebível que o vice-presidente da Câmara ousasse responder tão levianamente a uma questão desta importância sobretudo tratando-se de um processo que, apesar de ainda não estar totalmente clarificado, aparentemente lesou o concelho numa potencial adjudicação de uma verba de até 3,6 milhões de euros.
Como Barreirense, ficaria muito desapontado se não estivéssemos apenas perante uma aceitável gralha jornalística.

Antecipadamente grato,
André Pinotes Batista

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