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Carta ao DirectorDireito de resposta a notícia "Carta ao Director»
Uma ocorrência com um motorista dos TCB

É verdade que recebi uma chamada, como o sr deve ter reparado na marca do telemóvel (reparou desde a porta traseira) é nokia 5300, pertence aos smtcb, é verdade que enquanto o sr entrava para o autocarro agarrei no dito telémovel e lhe coloquei o auricular para que pudesse falar, e arranquei da paragem atrasado, para o bem servir.

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Carta ao Director Direito de resposta a notícia "Carta ao Director» Uma ocorrência com um motorista dos TCB

Por Jornal Rostos

Boa noite,

Começo por me apresentar, sou o motorista em questão a esta reclamação, felizmente a internet é um mundo bem grande, onde há colegas meus que fazem uso dela e me conseguiram avisar desta reclamação, isto porque acho que se deve ouvir as duas partes e não só uma, o Sr luis está a fazer alguma
espécie de campanha politica?
Pois com tanto mal dizer só me leva a crer que o seja. Como o sr fez a reclamação não é justo que a opinião publica fique a saber só a sua versão.
Ora então cá vai: o que se passou na verdade, nessa carreira 7 com saída do terminal para a praceta da barra a barra.
É verdade que fui para a paragem antes que o barco encostasse para que os passageiros não estivessem de pé á espera, e sim é verdade que tinha a porta traseira aberta, pois como o sr se deve recordar era um carro com alguma idade e ainda não é do tempo do ar condicionado, e realmente concordo consigo que a não devia ter aberta, mas pensei apenas em ajudar quem estava no autocarro à espera que o barco chegasse, também sei que ninguém me ia agradecer nem estou lá para isso, no entanto a saída do terminal estava programada para sair 2 minutos depois da hora de chegada dita normal do transporte fluvial, e o mesmo atrasou-se como normal e fiquei à espera que as pessoas chegassem, atrasando-me eu tendo que me explicar na próxima paragem o porque do atraso, e claro que isso é função minha e não fujo às minhas responsabilidades.
No entanto quando o sr luis entrou no autocarro teve de atravessar o parque onde os autocarros fazem as manobras para que não perdesse o transporte achando eu que isso também seja uma infracção, de uma paragem para o seu local de desembarque, o sr com o uso de uma só paragem de distância do terminal consegue ter tantas reclamações que já não sei se tivesse que fazer mais.
Não vale a pena dizer mal da câmara porque para a sua dita paragem tem dezenas de carreiras a passar à porta, não reclame do barulho dos autocarros a passarem à sua porta, o instituto do ambiente ainda é capaz de retirar os transportes colectivos da sua zona.
Mas, voltando ao acontecido, é verdade que recebi uma chamada, como o sr deve ter reparado na marca do telemóvel (reparou desde a porta traseira) é nokia 5300, pertence aos smtcb, é verdade que enquanto o sr entrava para o autocarro agarrei no dito telémovel e lhe coloquei o auricular para que pudesse falar, e arranquei da paragem atrasado, para o bem servir.
É verdade que a porta por esquecimento meu estava aberta, mas não é como o sr diz, pois assim que arranquei olhei para trás e fechei-a logo, ou seja não andei mais de um metro, ou o relógio do sr demora muito a passar 10 segundos ou fiz um metro em 10 segundos, ok admito que esse metro foi erro meu, e tem toda a razão. Espero que você nuca erre no trabalho que faz, ou então têm corretor, depois quando cheguei aos sinais luminosos voltei a agarrar no dito nokia 5300 e desliguei a chamada, peço desculpa ter agarrado no telemóvel para o desligar, e se isso é de direito levar multa, acho bem que a policia actue, e me passe a multa.
Depois o que se passou a seguir foi a obra da sua educação, o sr desde a porta traseira até ao meu local de condução, começou aos gritos a dizer para largar o telemóvel, telemóvel esse que estava já colocado no suporte existente no veículo. Simplesmente me voltei para trás e lhe perguntei o que se passava? Porque não o estava a entender, o sr começou a inventar que estava a conduzir agarrado ao telemóvel, então parei o autocarro, levantei-me e voltei a perguntar-lhe o que se passava, respondeu-me que tinha pressa e vamos mas é a andar com o autocarro. Os comentários surgiram logo dos passageiros da frente, "o que é que aquele têm? se têm pressa porque não vai de taxi? Deve pesar que isto é dele, isto não é nenhuma pista de rali" explique-me como parei o autocarro para falar consigo e ao mesmo tempo consegui telefonar e ainda conduzir?
Lamento que não se tenha deslocado junto a mim e me tivesse interpolado com o uso do telemóvel, pois assim verificava que estava desligado, sou tão correcto como o senhor, e até lho dava para a mão para o poder verificar, assim via no registo do telemóvel.
Caros senhores e senhoras, peço desculpa a todos de ter andado 1 metro com a porta aberta, errei, castiguem-me, mas por favor não metam no meio da politica pessoas que andam a trabalhar para viver.
Quanto ao sr luis reclame quando tiver motivo para isso e ao quando lhe corre mal o dia de trabalho, quando voltar a entrar no autocarro não precisa de dizer boa tarde nem parecido pois que está ali sentado ao volante só precisa de boas tardes de quem merece de volta o mesmo cumprimento.

Toze Matos

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