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Quotidianos

Cartas ao Director - BarreiroRazões para a Greve Geral de 24 de Novembro

Contra a diluição em 12 meses do pagamento dos subsídios de férias e de Natal, porque levaria à extinção a curto prazo, dos mesmos e a uma maior pressão do patronato para impor o congelamento dos salários.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

Há Greves e Greves
A greve Geral é de facto a ultima arma que os trabalhadores e o povo têm para se defender e há muitas e boas razões para o fazer esta greve.
Estas são algumas das razões para que os trabalhadores e o povo façam greve no dia 24 de Novembro:

Contra o roubo de pelo menos 1 salário por ano, que é o que representa o aumento do horário de trabalho em 2,5 horas por semana, à borla, a redução do número de feriados e o não pagamento do trabalho extraordinário (com o aumento da duração do trabalho, diminui o valor-hora para cálculo de prestações remuneratórias);

Contra o banco de horas mensal (10 horas) , posto ao serviço do patronato para obrigar os trabalhadores a trabalhar gratuitamente 1 dia de descanso complementar por mês, ou juntar as horas a serem trabalhadas em dias decididos pelos patrões de acordo com os seus interesses.

Contra a gestão absoluta da organização do tempo de trabalho pelas entidades patronais, e a tentativa de afastamento dos sindicatos do processo, assim como a secundarização dos direitos dos trabalhadores (as) com prejuízo para a sua vida pessoal e familiar.

Contra o corte de 50% no valor das horas extraordinárias, incluindo o prestado em dias de descanso semanal e feriados, e o banco de horas (12h/dia pagos a singelo) porque a sua aplicação representaria um corte médio de 25 a 30% na remuneração.

Contra a diminuição dos feriados, dado que tal como as alterações ao horário de trabalho, visa transferir
directamente rendimentos dos trabalhadores para os bolsos dos grandes accionistas e do patronato.

Contra a diluição em 12 meses do pagamento dos subsídios de férias e de Natal, porque levaria à extinção a curto prazo, dos mesmos e a uma maior pressão do patronato para impor o congelamento dos salários. Nós, tal como trabalhadores de outros países do sul da Europa, recebemos 14 meses, mas o seu valor anual é muito inferior ao de outros países, como no centro e no norte da UE, que pagam 12vezes mais.

Contra a tentativa de destruição da contratação colectiva e a eliminação de direitos e garantias, constitucionalmente consagrados.

Jose Paulo Ferreira Martins Robalo

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