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Quotidianos

Barreiro - «O Herdeiro de Antioquia» de Paulo Costa GonçalvesAfinal é isso...«nem sempre quando olhamos, vemos»
Por António Sousa Pereira

Um policial muito bom. Eu que até nem gosto muito do género policial, devo agradecer a Paulo Costa, proporcionar-me momentos deliciosos.
É mesmo isso a filosofia deste livro, está lá escrita – “nem sempre quando olhamos, vemos”.

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Barreiro - «O Herdeiro de Antioquia» de Paulo Costa Gonçalves Afinal é isso...«nem sempre quando olhamos, vemos» Por António Sousa Pereira

Por Jornal Rostos

Acabei de ler o livro «O Herdeiro de Antioquia», de Paulo Costa Gonçalves. Um romance policial, com a chancela da Chiado Editora.
É raro, porque, de facto, não tenho por hábito escrever sobre os livros que vou lendo.
Mas, hoje, decidi escrever esta breve nota, em primeiro lugar para dar os parabéns ao Paulo Costa.
Gostei. Diverti-me. Fiquei mesmo preso e entusiasmado, tentando antecipar o final e desejando ler as últimas páginas e descobrir o mistério.
Afinal, a sensação que fiquei é que tenho que esperar pelo próximo livro, porque a suspense ficou em aberto…
Um livro que é um bom guião para um filme policial.
Ficamos presos ao percurso de personagens como o Inspector Alex.
Sentimos a perda da Inspectora Rita, uma mulher perspicaz que afinal, deixa-nos ao meio da aventura. Lá vem a Amélia, que ocupa o seu espaço.
Registo o facto de, Paulo Costa, dar sempre, nesta sua obra, um papel activo à mulher, interveniente e de uma inteligência de sexto sentido. Gostei.
O livro faz-nos mergulhar por dentro de uma investigação policial, adensada de algo mistico-religioso, fazendo-nos percorrer pela história e lugares, dando-nos a consciência que há “um não sei quê” que vai para além das nossas vivências quotidianas e nelas se mistura.

Um policial muito bom. Eu, que até nem gosto muito do género policial, devo agradecer a Paulo Costa, proporcionar-me estes momentos deliciosos. Uma escrita fluída e limpa. Diálogos eficazes, bem estruturados.
Esta noite, estava entusiasmado na leitura e não apaguei a luz para adormecer sem percorrer as últimas páginas.
É mesmo isso a filosofia deste livro, está lá escrita – “nem sempre quando olhamos, vemos”.

Obrigado Paulo Costa e Parabéns. Espero o próximo, sim, porque, na verdade, está aberto caminho para uma «trilogia»….
Paulo Costa Gonçalves, licenciado em Sociologia, reside no Barreiro desde 1984. Este é o seu primeiro livro.
Certamente, o começo de um caminho que, para já, tem um acordo coma Chiado Editora, para trabalhos a realizar nos próximos sete anos.
Ficamos à espera.

António Sousa Pereira

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