Associação Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Alhos Vedros - MoitaApresentação da Obra «Alforge de heranças» de Fernando Fitas
“Alforge de heranças”, original vencedor do Prémio de Poesia e Ficção de Almada 2014, é o sétimo livro de poesia de Fernando Fitas.

Por Jornal Rostos
A obra, Ilustrada por António Jeromito e prefaciada por José do Carmo Francisco, tem como pano de fundo as expectativas e sonhos de uma geração, que acreditou ser possível erguer um futuro que supúnhamos roçar a bainha dos dedos, à espera que o agarrássemos, mas que traiçoeiramente deixámos que se fosse afastando do nosso horizonte, por inaptidão ou ingenuidade.
Organizado em duas partes, o livro evoca na primeira parte a “construção da casa” como metáfora da construção de um país (um pouco à imagem do imaginário traçado por Virgilio, em Eneida); dos sobressaltos e da fragilidade deste quotidiano com desafios e esperanças.
A segunda parte remete-nos para a imagética de um tempo em que os silêncios e os gestos fraternos se transformaram em gritos da revolta dos sonhos sufocados, ou se quisermos, um repositório de afectos, memórias, emoções, nostalgias e raivas, assentes na analogia pai-país, país-pai.
Acerca desta obra José do Carmo Francisco afirma no prefácio: “Sobre este livro Camilo Castelo Branco poderia ter escrito: «A Poesia não tem presente; ou é sonho ou saudade.» Este ‘Alforge de Heranças’ vem dar razão à frase do nosso clássico do século XIX e de todos os séculos.
Biobibliografia
Fernando Fitas, nasceu em Campo Maior, Alentejo, em 1957. Jornalista (actualmente desempregado), cidadão intranquilo por opção e poeta maltês por vocação, trabalhou em diversos jornais de âmbito nacional; dirigiu e chefiou vários periódicos regionais na Margem Sul do Tejo e colaborou em inúmeros outros, um pouco por todo o país, assim como em publicações de natureza cultural, entre elas, nas revistas Alma Alentejana e revista literária Elipse (Galiza).
Distinguido com o Prémio Agostinho Neto (União de Sindicatos do Porto/CGPT), 1999; Prémio de Poesia Cidade de Moura, 1999/2000; Prémio Literário Raul de Carvalho (2003) e Prémio de Poesia e Ficção de Almada (2004 e 2014), figura igualmente em algumas antologias poéticas editadas em Portugal, designadamente nas antologias: Poetas Alentejanos do Século XX; Literatura Actual de Almada; Da Liberdade e na antologia Poetas do Mundo (Chile).
Activista cultural, integrou nos anos 70, a Cooperativa Era Nova, da qual faziam parte José Afonso, Francisco Fanhais, os irmãos Vitorino e Janita Salomé, o actor Mário Viegas e José Fanha, entre outros.
Tem publicadas as seguintes obras:
POESIA:
Canto Amargo (1978 - esgotado)
Amor Maltês (1986 - esgotado)
Silêncio Vigiado (1992 - esgotado)
A Casa dos Afectos (2003 - esgotado)
O Ressoar das Águas (2004 - esgotado)
O Saciar das Aves, (2008)
PROSA:
Cantos de Baixo (novela, 1989 - esgotado)
Mar da Palha (Crónicas e reportagens, 1997 - esgotado)
Histórias Associativas – Memórias da Nossa Memória
(Primeiro volume: As Filarmónicas, 2001)
Recolha de histórias e vivências associativas realizada junto de ex-dirigentes e destacados associados das mais antigas colectividades do concelho do Seixal.
Edição da Câmara Municipal do Seixal
Alma d’Escrita (reportagens, 2012














