Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Moita - No Fórum José Manuel Figueiredo na Baixa da BanheiraApresentação do livro «ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA»

No Auditório José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, hoje, Sábado, 11 de Junho, a partir das 15h00, realiza-se a apresentação do livro «ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA», do escritor barreirense, Armando Sousa Teixeira.

3 min de leitura
Moita - No Fórum José Manuel Figueiredo na Baixa da Banheira Apresentação do livro «ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA»

Por Jornal Rostos

Vai ser apresentada uma Coreografia baseada na pesca do Barco da Muleta com redes da Tartaranha, pelo Grupo de Dança contemporânea da UTIB, da professora Inês Nunes, no Auditório José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no Sábado, 11 de Junho de 2016, a partir das 15.00h, na apresentação do livro: ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA, do escritor barreirense, Armando Sousa Teixeira.

A pesca do "Barco da Muleta" com redes da Tartaranha, foi durante quase três séculos na imponência das suas velas e na beleza dos seus barcos, um paradigma da história da civilização da beira-Tejo que agora se retoma na ficção literária e na representação coreografada.

O BARCO DA MULETA E A PESCA COM REDES DA TARTARANHA

A pesca com redes de arrastar pelos fundos fluviais e/ou oceânicos, ou com redes de alar mais à superfície, está referenciada desde a Antiguidade Grega e depois no Império Romano, referida ao Mar Mediterrâneo e aos mares limítrofes (Tirreno, Adriático, Egeu).
No século XIV, há registos de barcos de pesca com redes de tartaranha, na costa francesa ao sul e na costa ocidental de Itália, os chamados “Tartanes”.
Em Portugal os primeiros registos do chamado Barco da Muleta são do século XVI, como barcos de transporte no rio Tejo (assim chamados pelos barqueiros de Vila Franca).
Só no século XVII, aparecem menções ao Barco de Pesca da Muleta com redes da Tartaranha, no Regimento dos Barqueiros de Lisboa [1620].
A sua configuração especial e o espectacular velame foi evoluindo até ao século XVIII, quando pescavam na Barra do Tejo, entre os cabos da Roca e espichel, ou na foz do grande rio, da Trafaria ao Mar da Palha. Apresentava as seguintes características distintivas:

1. Verga grande e inclinada com vela latina.

2. Proa (também a popa ao princípio) arredondada com fita de dentes metálicos.

3. Fundo chato, sem quilha e com tábuas de bolinar laterais.

4. Velas triangulares à ré e pequenas ortogonais à proa, para equilibrarem o arrasto de través.

5. Comprimento de 15/20 metros e tripulação de 15/20 homens.

Mal quistos por arrasarem os fundos, vencidos pelos barcos a vapor (chegaram a existir 49 barcos da muleta entre o Barreiro e o Seixal), desapareceram nos inícios do século XX, depois de quase trezentos anos de trabalho épico.
As muletas ficaram para sempre registadas na heráldica do Barreiro e do Seixal e na memória colectiva das suas gentes.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção