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Quotidianos

Apresentação no Seixal do romance de Armando Sousa Teixeira do Barreiro«ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA»

. Retomar a tradição, apresentando a Cegada, “A Tortura do Pescador”

No Sábado, dia 9 de Julho de 2016, na Sociedade União Seixalense, no “casco velho” da antiga vila do Seixal, a partir das 15,30H, realiza-se a apresentação do romance: ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA, do escritor barreirense, Armando Sousa Teixeira.

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Apresentação no Seixal do romance de Armando Sousa Teixeira do Barreiro «ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA»

Por Jornal Rostos

A CEGADA

Talvez a sua origem remota esteja nas “Cantigas de Escárnio e de Maldizer”, da Época Medieval, quando João Garcia de Guilhade e outros faziam os seus poemas satíricos e mordazes, criticando e caricaturando costumes, situações ou pessoas.
Esta prática literária causticante ter-se-á associado a dada altura ao teatro popular de rua, na tradição das farsas e das tragicomédias vicentinas, para engendrar as comemorações do Entrudo Carnavalesco, dando-lhe o carácter de irreverência e de burlesco que caracterizam tais festividades, tornadas entretanto universais com diferentes cambiantes na Europa e no Mundo.
Nos meios piscatórios portugueses surgiram nos finais do século XIX, formas de teatralização popular, com textos e cantigas de sentido crítico e sarcástico, focando temas locais ou nacionais e ganhando grande adesão das populações.
As Cegadas – como foram baptizadas porque o grupo de figuras mascaradas andava cantando e pedindo pelas ruas à maneira dos cegos – eram servidas por textos ingénuos de dramatização intensa, ou muito radicalizados em função da situação política (tiveram forte influência do espírito anticlerical de feição anarquista, no tempo da I República).
No Barreiro as cegadas foram representadas em praças e becos, ao ar livre e em tabernas e colectividades, por grupos originalmente da zona velha de génese piscatória. Sentados no chão ou em bancos à volta de uma mesa, os dizedores vão desflorando as pétalas de versos de rima solta, intervalados pelas “cantadas” com músicas de fados populares, acompanhados por uma guitarra, viola ou cavaquinho.
Na nossa região recuperaram-se recentemente algumas Cegadas, representadas na época carnavalesca, no Zambujal/Sesimbra nomeadamente. Um sinal de esperança.
Vamos retomar a tradição, apresentando a Cegada, “A Tortura do Pescador”, dos anos 40, escrita por um operário electricista ferroviário de nome Ilídio Marques, com Luís Reis, o “velho pescador”, Luciano Barata, o “filho do pescador” e Fátima Gonçalves como “patroa D. Antónia”.

Será no Sábado, dia 9 de Julho de 2016, na Sociedade União Seixalense, no “casco velho” da antiga vila do Seixal, a partir das 15,30H, na apresentação do romance: ANTIGAMENTE DA BELA VISTA VIAM-SE OS BARCOS DA MULETA, do escritor barreirense, Armando Sousa Teixeira.

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