25 DE ABRIL SEMPRE!(A solidariedade que a memória não esquece)

Por Jornal Rostos
Em 2009 levámos ao GDR “Os Leças”, as memórias de uma guerra terrível e fratricida, como todas as guerras, que exauriu toda uma geração de jovens portugueses (mais de um milhão em treze anos!), e um incontável número de africanos.
Como se indicia no livro que então apresentámos – “Guerra Colonial a Memória Maior que o Pensamento”- somos defensores da paz e contra todas as guerras! Por isso, em aparente paradoxo, fomos para a Guerra Colonial para ajudar a acabar com ela.
Pagámos por isso um preço elevado – prisão, tortura, julgamento, condenações (política e militar!), humilhação, despromoção, nova mobilização forçada, só interrompida com a madrugada libertadora – a forma como o fascismo e o colonialismo tratavam quem se lhes opunha com firmeza. Ainda assim um custo não tão elevado como o daqueles que lá ficaram, ou dos que vieram estropiados (10 mil mortos e 30 mil feridos!), sofrendo no corpo e na alma as vivências terríveis e traumáticas.
“Da Guerra Nunca se Volta” é o título de um novo projecto em construção há algum tempo, com o horizonte editorial nos 50 anos de Abril, prosseguindo a saga do primeiro livro que nos conduziu até à revolução democrática.
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Afligem-nos os horrores da guerra na Ucrânia! Tal como nos afligiram os horrores da guerra no Iraque (500 mil mortos!), da guerra na Síria (300 mil mortos e milhões de refugiados em campos degradados na Turquia e na Grécia). Como nos afligiu a Jugoslávia, o Kosovo, a Líbia… A existência de uma aliança militar agressiva – a NATO – por detrás destas intervenções, se não justifica por si a invasão russa, é um foco permanente de tensões que conduzem ao perigo de uma confrontação nuclear apocalíptica.
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A campanha mediática histérica e alienante conduzida internamente (com a esperança reaccionária no 5º milagre de Fátima – a conversão da Rússia!), e no chamado mundo ocidental, alimenta a retórica tendenciosa entre “os bons e os maus” e acirra os belicismos ultramontanos, atrasando os entendimentos para a paz que desejamos para o bem da Humanidade.
Também disto falaremos no domingo, estão todos convidados.
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Barreiro, 19/4/2022
Armando Sousa Teixeira














