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Quotidianos

GAC - Ginásio da Baixa da Banheira – 8/5/22«Estudar, Trabalhar, Lutar…e a Baixa da Banheira aqui tão perto!»

. A memória é uma ferramenta da História, âncora no presente incerto, ilusão de um futuro perene”

Do ponto de vista da geografia social a Baixa da Banheira esteve sempre ligada ao Barreiro, em termos de trabalho assalariado, desportivos, escolares, culturais e consequentemente políticos.

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GAC - Ginásio da Baixa da Banheira – 8/5/22 «Estudar, Trabalhar, Lutar…e a Baixa da Banheira aqui tão perto!»

Por Jornal Rostos

Natural seria a novel freguesia ter ficado na sua criação nos anos 50, ligada à vila operária, com quem tem uma longa fronteira que vai do Tejo aos campos da Baixa de Palmela. As autoridades fascistas, receosas de criar um grande pólo autárquico “revolucionário”, preferiram a ligação à distante, rural e ribatejana Moita.

Tal não impediu, é claro, que os jovens banheirenses e barreirenses se juntassem para discutir os problemas comuns e se organizassem sob o farol dos ideais revolucionários que acalentavam a geração de 60 e 70 do século XX. Desse tempo em que vários rapazes e raparigas faziam a travessia diária do rio a caminho das escolas superiores ou dos empregos inexistentes na margem sul, ficaram algumas recordações, rememoradas no livro em publicação: “Buenos Aires Tempos de Paixão”. Ficou até um convite para dar aulas no Ginásio que organizava desde 1967 os Cursos Liceais Nocturnos, dando a possibilidade de progressão escolar que muitos não tinham tido na adolescência.

Pela vida fora restaria o pesar de não termos podido aceitar o convite simpático, porque o horário escolar era exaustivo e a sobrevivência de estudante pobre obrigava a dar explicações à noite, no regresso tardio a casa. Entretanto outras solicitações foram surgindo e a mais significativa, tratada no presente livro de memórias romanceadas, foi a de dirigente associativo da ADAIIL - Associação Desportiva dos Alunos do Industrial de Lisboa, cuja história aqui se conta.

Resta-nos o desejo de que apreciem o livro, pelo menos tanto como gostámos de o escrever. Voltaremos um dia destes, pois esta saga terá uma trilogia: o 2º volume, pronto para compor e editar, com o título: “Na tua Juventude a Força do Povo”, espera o apoio da Editora Local; na 3ª parte, iremos retomar a luta no Movimento Associativo Estudantil, nos anos de brasa e demagogia de Veiga Simão/Marcelo Caetano (1971/74), com o título: “Cabo Ruivo, Amor em Tempo de Revolta”.
Armando Teixeira

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