A Transição para a DemocraciaSegundo volume das Memórias Políticas de Diogo Freitas do Amaral

Por Jornal Rostos
Interveniente activo (às vezes mesmo protagonista) dos acontecimentos retratados na obra, neste segundo volume, o autor revela-se mais do que mera testemunha ocular do desenrolar da História e desvenda factos até agora desconhecidos.
Com uma intervenção directa no caminho efectuado por Portugal até à democracia, Diogo Freitas do Amaral revela o seu contributo para o processo de transição e consolidação democrática e acusa a sua participação em temas de ordem económica, social, política e religiosa.
Na obra, o antigo líder do CDS reflecte também sobre o novo modelo de sociedade e instituições políticas mas também sobre um novo modelo de inserção internacional do país de acordo com o processo de democratização.
A importância e diversidade dos assuntos tratados no livro fazem dele uma das mais ricas, inovadoras e estimulantes reflexões sobre este período da história nacional, sob a perspectiva de um dos principais defensores da democracia no pós-25 de Abril.
A Transição para a Democracia abrange os anos de 1976 (desde o seu início) até ao ano de 1982, ano da Revisão Constitucional, do fim do Conselho da Revolução, fim da AD e saída do autor do CDS.
Sobre Diogo Freitas do Amaral
Diogo Freitas do Amaral nasceu em 21 de Julho de 1941, na Póvoa do Varzim. É licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, especializando-se depois em Ciências Politico-Económicas.
Enquanto estudante, foi eleito presidente da Assembleia-Geral da Associação de Estudantes da sua Faculdade, em 1961-1962. Obteve o grau de Doutor em Direito (Direito público, incluindo o Direito Internacional Público) em 1967, e é, desde 1970, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Já foi eleito e reeleito 5 vezes para o cargo de presidente do Conselho Científico desta Faculdade.
É membro do Conselho Consultivo Geral da Fundação Calouste Gulbenkian, desde 29 de Março de 1995. É presidente da Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, desde 10 de Abril de 1996. É presidente do Conselho Directivo do "Conselho Português do Movimento Europeu", desde 5 de Julho de 1997.
Imediatamente após a Revolução Portuguesa de 25 de Abril de 1974, foi nomeado membro do Conselho de Estado (Maio de 1974 a Março de 1975); foi deputado, pelo círculo de Lisboa, desde 1975 a 1983, e em 1992-93.
Foi também o fundador, em 1974, do CDS, e seu presidente de 1974 a Dezembro de 1992 e, de novo, de 1988 a 1991. O Prof. Diogo Freitas do Amaral foi presidente da União Europeia das Democracias Cristãs (UEDC), em 1982-83.
Foi Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1980-81); Primeiro-Ministro interino (Dezembro de 1980 - Janeiro de 1981); Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa Nacional (1981-1983).
Foi candidato à Presidência da República em 1986.
Foi presidente da 50ª Assembleia-Geral da ONU (1995-1996).
Escreveu numerosos livros e artigos de Direito Público, Ciência Política e História das Ideias Políticas, tendo publicado em Maio de 1995 o volume I das suas memórias políticas, intitulado O Antigo Regime e a Revolução (1941-1975).














