Na Biblioteca Municipal do BarreiroFotobiografia de José Afonso é “Livro do Mês” de Setembro

Por Jornal Rostos
Biografia
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso ou Zeca Afonso, foi um dos maiores cantores e compositores portugueses.
Não obstante o seu trabalho com o fado de Coimbra e a música tradicional, José Afonso ficou indelevelmente associado pelo imaginário colectivo à música de intervenção, através da qual criticava o Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal até ao 25 de Abril de 1974.
Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do 5º ano no Liceu D. João III.
Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira), se torna um dos símbolos de resistência anti-fascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.
Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anticolonialista, o que lhe começa a causar problemas com a polícia política, pela qual será, mais tarde, detido várias vezes.
Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu activismo contra o regime, é expulso do ensino e, para sobreviver, dá explicações e grava o seu primeiro álbum, "Baladas e Canções".
Em 1971 edita "Cantigas do Maio", no qual surge "Grândola Vila Morena", que será mais tarde imortalizada como um dos símbolos da Revolução de Abril.
Faleceu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal.
É recordado como um resistente que conseguiu trazer a palavra de protesto contra o regime do Estado Novo.
Sinopse da obra
«Num tempo de grande incerteza e insatisfação para a sociedade portuguesa, o poeta e cantor José Afonso ousou anunciar a possibilidade de um mundo diferente, mais justo, fraterno e equilibrado. Fê-lo com inegável talento tanto na letra como na música, sem embarcar em linguagens simplistas nem fórmulas dogmáticas, e assim cativou muitas atenções para lá do círculo restrito daqueles que com ele se podiam identificar a um nível meramente político. Tornou-se em Portugal no paradigma do cantor da resistência e da transformação social, porta-voz de esperanças numa vida melhor e mobilizador de vontades contra regimes despóticos e injustiças sociais.
Ele foi, no seu país, o trovador por excelência. E não foi por acaso que uma composição por ele criada e interpretada acabou por ser escolhida como senha para o desencadeamento das operações militares que em 25 de Abril de 1974 puseram termo a quase meio século de ditadura.»














