Os Espaços em BrancoO que somos nós sem a nossa memória?

Por Jornal Rostos
Numa emocionante viagem pelos labirintos da mente humana, a história é como um puzzle inconstante, cujas peças se vão encaixando, mas perdem a sua combinação no momento seguinte, para se agruparem novamente em cenários e significados novos. E com este jogo interminável é toda uma vida que adquire ou perde os seus contornos, a cada instante.
É a própria natureza da memória que empresta os seus ritmos à narrativa, que vai construindo e minando alternadamente a sua estrutura, expondo assim duplamente um quadro daquilo que é – em toda a sua fragilidade, em toda a sua ternura e imperfeição – ser-se humano.
É o dia de aniversário de Jake e ele sobrevoa uma paisagem familiar: que o viu crescer, casar-se, onde trabalhou. Mas já não é o mesmo homem: a mulher morreu, tem o filho na prisão e está prestes a perder o seu passado. Jake sofre de Alzheimer.
À medida que a doença vai avançando, Jake esforça-se por manter presente a sua história, as suas memórias e identidade, mas elas escapam-lhe e deixam de ser credíveis. O que aconteceu à sua filha? Está viva ou morreu há muito? E porque é que o filho foi preso? O que correu assim tão mal na sua vida? Houve em tempos uma cerejeira e um vestido amarelo, mas o que significam exactamente?
Ajudado por Eleanor, uma amiga de infância com quem, por alguma razão desconhecida, ele agora dorme, Jake tenta resistir à inevitabilidade do esquecimento, mas os principais acontecimentos da sua vida estão sempre a mudar, embora ele tente fixá-los, e aquilo que até recentemente parecia sólido funde-se em sonhos surreais ou cenários de pesadelos. Poderá ainda salvar alguma coisa da destruição? A beleza, talvez, a memória do amor, ou absolutamente nada?
Sobre Samantha Harvey
Samantha Harvey nasceu em Inglaterra em 1975 e estudou Filosofia e Escrita Criativa. Foi professora no Japão e viveu na Irlanda e na Nova Zelândia. É co-fundadora de uma associação ambiental e vive em Bath.
Sobre Os Espaços em Branco
«Uma intensa e admirável exposição da fragilidade humana.»
І The Guardian
«Profundamente melancólico. A autora, Samantha Harvey, uma estreante, é realmente talentosa.»
l The Scotsman
«A história é tocante, maravilhosamente escrita e com personagens muito reais.»
l Orange Prize Shortlist
«Uma narrativa clara e sentida acerca da doença de Alzheimer.»
l Harpers Bazaar
«Samantha Harvey estreia-se com uma audaz e inteligente capacidade narrativa [...]uma obra fantástica acerca da compaixão humana.»
І The Independent
«Uma obra literária totalmente conseguida, com uma prosa cuidada, salpicada por imagens vívidas que são recordadas com muito clareza. Harvey evoca outros temas mas a força deste romance vem exactamente do seu retrato impiedoso da demência.»
l The Guardian
«Harvey faz uso do seu estilo preciso e discreto para surpreender.»
l Times Literary Supplement
Chancela: Bertrand Editora
320 Páginas | PVP: 16,95 €
Tradução de Fernanda Oliveira
Disponível a partir de 5 de Fevereiro














