Jornalista Florindo Cardoso lança em SetúbalO seu primeiro livro: «Sobreviver ao Cancro»
A obra, de 80 páginas, com nota de abertura de Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal do Montijo, e uma mensagem do Bispo de Setúbal relata a história, de forma intimista, da sua luta contra o cancro.

Por Jornal Rostos
A apresentação da obra será feita por João Reis Ribeiro, presidente da Associação Cultural Sebastião da Gama.
Na nota do autor, Florindo Cardoso afirma que “tudo está ainda tão presente na minha cabeça que não resisti a passar para o papel as memórias de um ano e meio da minha luta conta o cancro. É uma história de vitórias e derrotas, de alegrias e lágrimas, de sofrimento e dor mas de uma certa felicidade por ter sobrevivido e poder contar aos outros a minha luta contra o cancro”.
O jornalista lembra que “foram várias a tentativas de escrever um livro, sempre com a sensação de que não queria envolver-me novamente nesta trágica história de vida. Escrevi parágrafos e apaguei-os ao longo dos meses. Não estava preparado para lembrar tudo sobretudo das fases mais dolorosas”.
Florindo Cardoso sublinha que “a minha história contra o cancro pretende desmistificar a doença. Sempre ouvi dizer que tem cancro morre ou está condenado à morte”.
Ao longo de 80 páginas, o autor confessa os seus medos dos tratamentos agressivos (quimioterapia e radioterapia) e de morrer, do sofrimentos e recuperações das intervenções cirúrgicas, do apoio familiar e da sua fé em Nossa Senhora.
Frases do autor:
“Tem um cancro maligno e está anémico”. As palavras da médica da urgência do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal soaram como uma autêntica facada no coração se ainda restava algum pingo de sangue no meu corpo. Pálido, como uma parede branca e estendido na marquesa do hospital, fui digerindo cada letra maldita, de uma doença que sempre recusei dizer o nome, só de pensar no medo que ela representa”.
“Foram dias de muita infelicidade e lágrimas de sofrimento. A equipa hospitalar, que fazia parte do meu dia-a-dia, foi dando um apoio essencial para manter o equilíbrio necessário para enfrentar as dificuldades”.
“Senti-me uma espécie de “morto vivo”, com a sensação de que alguém esperava que já não viesse. Regressei e não houve funeral! Graças a Deus. Havia caras de espanto de pessoas que encontrava na rua”.
“A vida de um doente oncológico é sempre complicada, porque o medo está sempre presente. Somos tratados de forma diferente porque fazem de nós seres mortais (e somos). É difícil aceitar o sucesso no combate à doença. Falam sempre dos que morrem e nunca dos que sobrevivem”.
Maria Amélia Antunes, num texto emotivo, afirma:
“O autor do livro “Sobreviver ao Cancro”, meu amigo de longa data, desenvolve ao longo de dezenas de páginas, um relato intimista das várias fases porque passou desde a descoberta da doença – o cancro – até à sua recuperação. Entre as conclusões que podemos tirar, é que o apoio da família e dos amigos é tão importante quanto os tratamentos”.
“Ao relatar o seu dia a dia, após de lhe ter sido diagnosticado o cancro, Florindo Cardoso contribui com um relato pessoal e intimista como reagiu às várias fases da doença, os encontros e desencontros nos hospitais e nas ambulâncias, o ambiente que ai se vive e como diz para ele próprio concluir “somos todos uns lutadores mas acredito que uns mais do que outros. Os que são postos a esta prova e vencem são verdadeiros guerreiros da vida”.
O Bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos reis realça:
“O avião, como a ave, precisa de duas asas para voar. O homem para alcançar a vida em plenitude também precisa de duas asas: a asa da razão e a asa da fé.
Nem a razão sem fé, nem fé sem a razão: as duas estão interligadas e são necessárias à vida.
Mesmo na vida corrente é importante a fé “humana” naquilo que se faz. Se os chilenos não tivessem acreditado que iram retirar os mineiros não teriam mexido uma palha mas, porque acreditaram, mexeram tudo para encontrar os meios técnicos indispensáveis e conseguiram uma grande vitória. Por outro lado, a fé sem esses meios técnicos a nada conduziria.
O jornalista Florindo Cardoso no livro “Sobreviver ao Cancro” partilha, de forma simples mas atraente que também, no seu caso, foram importantes para a sua cura estas duas asas: a fé (em Nossa Senhora) e o trabalho médico na sua complexidade”.
Biografia
Florindo Manuel Cantante Cardoso nasceu a 23 de Abril de 1966, às 23 horas no Hospital de S. Bernardo, em Setúbal.
Começou no mundo do jornalismo com 16 anos de idade na Rádio Pal, de Palmela.
Em 1989 ingressou no Jornal Actual», de Setúbal.
Paralelamente, tirou a Licenciatura em Ciências de Desenvolvimento e Cooperação na Universidade Moderna.
Em 1995 faz parte da fundação do Jornal «Correio de Setúbal», um diário com direcção do saudoso Carlos Monteiro.
Desempenhou o cargo de Chefe de Redacção saindo em Janeiro de 1999 para abraçar o projecto do «Jornal do Montijo», com mesmo cargo. Seis meses depois entra no Jornal O Setubalense», onde desempenha o cargo de Editor de Informação Geral.
De referir que durante nove anos foi correspondente do Montijo do Jornal «Público» mais tarde do Jornal A Capital».
Realizou vários cursos de formação, nomeadamente do CENJOR (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas).
Desde 2005 reside em Setúbal, na freguesia de S. Sebastião.














